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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Ben l'Oncle Soul - Ben l'oncle soul [2010]

          
E eu brindo maio com mais música interessante. Esse cara merece no mínimo um curtir, uma estrela a mais e a pista cheia de   gente para curtir seu som. E quem é esse cara tão entusiasmante? Ué, no mínimo uma espécie de Amy Winehouse de calças, Mande in France. Isso mesmo, uma versão masculina que canta bem demais e
Ben l'Oncle Soul é aquele artista francófono que pouca gente, salvo os francófonos que acompanham atualidades imagina que exista. De nome Dutertre Benjamin nasceu em 1984, em Tours (Indre-et-Loire). Ben l'Oncle Soul, nome artístico sabe de cor a música negra americana clássica de Stevie Wonder com John Legend passando por Al Green, D'Angelo, percorrendo sua juventude ouvindo-os e imitando-os.
Mas é muito difícil obter êxito em uma carreira neste estilo sozinho e mais cantando em francês, certo que ele canta faixas em inglês também, cerca de 5 das 14 faixas do álbum. Nosso jovem artista, com cara de garoto de comercial de olhar um pouco louco, tem uma idéia que pode funcionar: interpretar hits atuais com boa recepção nas rádios, a exemplo de "Seven Nation Army" do White Stripss, dando-lhes um tratamento à sua maneira. E não é que deu certo, a brincadeira logo se transforma em uma série de concertos na capital e no interior, que culmina com o lançamento EP digital Soul Wash Lesson 01, em outubro de 2009. Ao mesmo tempo, Ben colabora com os vocais no disco do happer Beat Assailant depois de participar de seu álbum Rhyme Space Continuum. 
            O lançamento de seu primeiro álbum homônimo em maio 2010, faz com que Ben l'Oncle Soul se torne figura cativa do público, tanto por seus shows impecáveis quanto por seu visual e música descolados. Tornando-se o novo queridinho da mídia, L'Oncle Soul é recompensado pelo bom posicionamento de seu disco, alcançando o quinto lugar entre os álbuns mais vendidos. Ben l'Oncle Soul em 2010 foi a revelação do momento na França, e foi nomeado para vários prêmios, como o de Melhor Intérprete masculino no Globe de Cristal e de Artista revelação no Victoires de la Musique, que acabam indo para em sua estante em 2011.
        Ben l'Oncle lança seu primeiro álbum ao vivo, gravado em Paris,
em outubro de 2011. Uma oportunidade a mais para seus muitos espectadores reviveram os bons momentos passados em sua turnê divertida com um soul revisitado, incrementado por belas imagens, que era o que estava faltando.
      Eu, francamente usarei a expressão comum aos franceses e digo bravo!  Ben l'Oncle Soul é um artista de qualidade e traz um trabalho que inova e anima aos mesmo tempo,renovando um pouco o horizonte musical atual,  a algum tempo saturado pela produções pop/eletro.
Esse trabalho é um álbum que definitivamente não decepciona, absolutamente não! Entre faixas em Francês e Inglês,  recebemos uma dose de alegria a cada momento. Destaco as faixas  Soulman, Petite soeur, animadas e empolgantes e Elle dit, mais calma mas bem envolvente e  um groove cheio de frescor, ambientado por uma musicalidade rêtro, que suscita uma empolgação certa que dá até vontade de  dançar.
Posso dizer com sinceridade, Ben L'oncle não faz um Soul do momento, ele se reapropria dele e o refaz à sua maneira, show de bola. Personalidade, talento e credibilidade artística, o que ficou faltando? Na minha opinião nada. Confiram seus muitos vídeos na internet, seu mini EP tem muitas versões inusitadas, Barby Girl dos dinamarqueses do Aqua ficou fantástica galera. Abraço grande em todos.
 Baixem o 1º álbum o Ben Aqui

* Detalhe, tem um encarte dentro do arquivo que não é original, mas foi customizado por uma internauta especializada em arte gráfica. 

Confiram a deliciosa Soulman :-)

 


domingo, 13 de maio de 2012

Renan Luce - Repenti[2006]

Confesso que prefiro o Clan des Miros(2009), mas depois de ouvir melhor resolvi postar o primeiro trabalho do Renan Luce, em especial, como um agrado para meus estimados leitores(as) :-D. 
Lançado em setembro de 2006, Repenti foi dirigido por Jean-Louis Pierot e gravado no Estúdio du Manoir (Landes), Studio de la Seine (Paris) e ICP Studio (Bruxelas). Em 2007, em passagem por Pezenas, uma pequena cidade no sul da França para o "Printival". Ele retorna novamente depois de iniciar sua carreira.
Ele assinou contrato para uma turnê francesa, que durou até a primavera de 2008 para cerca de 200.000 espectadores, acontecendo quatro vezes no Quebec em 2007. Durante um período de 18 meses, todos os seus concertos em Paris: Café de la danse, Trianon, La Cigale, Olympia Grand Rex. Apoiado desde o início por Bernard Chereze da Rádio France Inter que antes de outros comunicadores, ajudou a popularizar suas canções, Luce lançou cerca de 3 singles que simultaneamente se posicionaram muito bem no ranking (Yacast) francês: La lettre, Les voisines e Repenti(que significa arrependido). 
       Repenti foi disco de platina França e na Bélgica e foi indicado à três categorias, venceu 2 delas, obtendo o prêmio Victoires de la Musique em 2008, como "Artista revelação do ano" e "Álbum revelação do ano". Nosso artista foi indicado a 3 prêmios Victoires de la Musique em 2009, e venceu duas, com o prêmio de "Canção do Ano" por Repenti.  
         Esse álbum é um acúmulo de emoções que atravessam o banal e a realidade fantástica, uma mistura de emoções meio escuras e ao mesmo tempo irônicas. De sonoridade difícil, reconheço, fui insistentemente degustando esse disco, aos poucos, a cada audição mais fui me acostumando, mas admito que foi um verdadeiro desafio conseguir apreciá-lo à princípio.  Esse trabalho tem um perfil curioso, digo isso por todo seu conteúdo e pela descoberta dos aspectos que o compõem. 
          Renan Luce se torna voyeur "em frente a sua janela de acrílico" quando observa "Les voisines" ( as vizinhas em francês), traz um ar mafioso em "Repenti", canção inspirada no clássico O Poderoso Chefão, de Francis Ford Coppola, passando pela fúnebre "Monsieur  Marcel," ou o homem dominado pela esposa que a segue por todos os lugares, com cara de cachorro molhado em "Chien Mouillé" ou o cara que sofre de insônia e assiste ao Canal+ até  às 00:01 da manhã, na faixa "24h 01". 
      Esse trabalho apresenta uma galeria de personagens inusitados, onde os clichês se invertem, aproximando-os do cômico, como em um circo de cidade pequena em "Le lacrimal circus". Esse turbilhão de ritmos, as vezes emprestados e outras vezes inéditos, desencadeia sensações olfativas, trazidas pelas memórias de infância como se percebe em "Mes racines" e "I was here". Um de sentidos, misturando bossa nova como em "Repenti " e " Je suis une feuille " com o folk abrasivo da faixa " La lettre " ou algo meio à la Bob Dylan em " I Was here " canção triste, jpá mecionada antes com estilo bem 'Velho oeste'.
Renan demonstra ser um herdeiro digno de grandes nomes como Brassens, Brel, Ferré ou mesmo Moustaki. Um cantor-compositor de voz grave e escrita poética  que traz um novo olhar sobre as coisas, como constata-se na inusitada e final "Iris et Rose " através de um álbum bem sucedido e aclamado pela crítica. Acredito que esse fato deva-se à cara 'fabrique en France"(mande in france) que ele conseguiu dar a seu produto final.



Baixem Repenti Aqui 

Confiram La Lettre, primeiro single desse trabalho.

 

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Kyo - Kyo [2000]

Salut les gars et les filles :-D meus/minhas leitores queridos. Cá estou eu atrasado como sempre, mas do nada surge a vontade de postar algo que estou ouvindo ou que de repente valeu a pena e vamos em frente.
O som que eu trouxe para vocês é de um pessoal que já acabou, infelizmente, mas que deixou uma produção bem interessante. Já postei dois discos deles aqui e esse é o primeirão da carreira.  
E o que posso falar desse 1º trabalho do Kyo, bem é um trabalho com músicas fáceis de ouvir, das mais leves da discografia deles! E como defini-los? Nem boy band nem rappers, Florian Dubos, Fabien Dubos, Nicolas Chassagne e Benoît Poher, se conheceram em uma escola em Yvelines, inicialmente compartilharam sua paixão por mangas japoneses e a influência da onda grunge de Seattle, EUA para em seguida descobrirem a importância das melodias e harmonias vocais e enveredarem pelo caminho da música como uma banda. De início amadora com influências de grandes nomes como Pearl Jam, Nivana, RATM etc.
O começo foi difícil e dificuldades habituais surgiram como  acontece com a maioria e pequenas apresentações com quase nenhum dinheiro adquirido até que em um evento promovido pela Sony Music,  a coisa toda aconteceu e esta resolveu dar uma chance aos rapazes.
Esse disco possui uma veia mais pop, aspecto que o Kyo decidiu seguir para se lançar no mercado. Uma produção bem interessante, mas com aquela cara de começo mesmo, com um certo padrão de melodias, de temas abordados nas letras, eles conseguiram uma considerável notoriedade quando da sua primeira apresentação no Olympia do consagrado David Hallyday. 
Lançado em março de 2000, Kyo, homônimo trabalho, teve importantes colaborações como François Delabrière na produção (Pascal Obispo, Isabelle Caux), Steve MacNichol na programação (Robbie Williams, George Michael), e um pequeno contribuição de Michel Jourdan (Hélène Segara) Lionel Florença nos textos, e foi produzido com um total de 11 faixas.  
Como nem tudo são flores, é óbvio que uma produção comercial tem lá seus digamos erros inerentes a um primeiro álbum - com um  know-how meio melódico demais como na faixa "La verité nous ment", alternando  com as tradicionais faixas mais agitadas de climax tocante. Mas o disco tem uma energia boa e entusiasmo evidente como percebe-se nas faixas "Il est temps", primeiro single e "Mes racines et mes ailes" . Para um grupo que na época tava na média de idade de 20 anos, até que fizeram um bom trabalho. Lembrando que o Kyo não existe mais oficialmente pessoas, esse disco vai mais como um momento de nostalgia.



Baixem Kyo[2000] Aqui

 Confiram Ils est temps, 1º single da galera

domingo, 15 de abril de 2012

La Grande Sophie - Des Vagues et des Ruisseaux [2009]

Encontrar algo para postar é sempre um desafio. Vocês não imaginam o quando é difícil, às vezes preciso refazer o percurso várias vezes. Com o trabalho que vos apresento agora, passei pelo mesmo processo. É engraçado que eu sempre me encontro quando me dou conta dessa característica de ser blogueiro/crítico. Eu lido com as emoções e eu preciso sentir o que posto.
Vos apresento Des vagues et des Ruisseaux, 5º disco da carreira da La Grande Sophie, um dos nomes da música francesa atual que muito me agrada, desde que ouvi o entusiasmante Et si c'était moi, de 2004 e me apaixonei. Foi difícil escutá-lo e degustá-lo, esse é um trabalho realmente de qualidade em letras, sonoridade e instrumentação.
Como já apresentei a biografia da Grande Sophie em outra postagem, vou falar mais diretamente desse trabalho. Realmente eu não ouvi sua discografia completa, mas as coisas são assim, depende do que eu acho, do que eu experimento, do que eu sinto por cada trabalho.
Esse disco é uma produção mais voltada para o acústico e com uma cara mais limpa, digamos assim, menos efeitos
eletrônicos e mais instrumentação. La grande sophie foi congratulada por toda a imprensa, obtendo o Grand Prix da Academia Charles Cros. Merecido realmente, a exemplo de sua performance, a faixa Quand le mois d'avril ganhou prêmio de melhor canção do ano.
Para mim, pelo pouco que eu conheço da Sophie é de se esperar algo tão bom quanto esse trabalho, um misto de sensibilidade, poesia, sinceridade, leveza e ao mesmo tempo, força. Sinto cada melodia de suas canções, elas realmente me tocam, vem a tristeza e a melancolia, um pouco de alegria e ao mesmo tempo de contentamento com os maus momentos, com as decepções, mas também de uma tomada de decisão para que as coisas mudem, de acordar para as muitas situações e de lidar com elas. Deu prazer em descobrir esse trabalho.
Aqui La grande sophie apresenta-se amadurecida, inevitavelmente, na sua musicalidade e nas letras, boa parte escrita por ela mesma. Um primor! Precisei acompanhar cada música para entender realmente os significados dessa produção contagiante. Pode-se notar uma grande carga de classicismo e simplicidade nesse álbum, o lançamento do primeiro single, "Quelqu'un d'autr
e" já demonstrava que coisa boa aguardava os adeptos de suas canções e eu confirmo tal feito. Sophie chamou Edith Fambuena (ex-Les Valentins) para trabalhar como sua produtora e esta o enriqueceu bastante, criando uma série de arranjos ricos e complexos de instrumentos como cordas, bateria, piano e tinkling bells (sinos pequenos). "Des vagues et des Ruisseaux" tem uma batida mais clássica, como disse antes, oferecendo um estilo mais acústico do que os álbuns anteriores da Sophie, habituada a misturar estridentes riffs de guitarra e um humor latente e animador. Vale lembrar que ela arriscou-se e muito bem no clássico, apostando na tradicional chanson française, trazendo uma regravação de Dis quand reviendras-tu? da consagrada Barbara, última faixa do disco que começa triste e inusitado com um tango retrô em Pardonner, perdoar em português, alertando-nos, alguém que se foi estará no centro de Les vagues et des ruisseaux (algo como Ondas e Escorregadas) onde ela fala do homem de (sua) vida nessa faixa-título, guiada pela atração desastrosa causada pelas estrelas da sedução, uma experiência complicada, evocada na faixa Les Pouvoirs de la Tentation, sem falar no tapa recebido em Ce jour-là, as coisas simplesmente acabam. Pude perceber a ausência, desleal, cruel e injusta do ser amado em Tu n'as pas cherché, oitava faixa do CD, triste, melancólica, mas muito, muito gostosa de ouvir. As coisas se animam um pouco, pelo menos em questão de melodia em Dans le show business, onde a vida e as decepções do mundo artístico são atestadas. La Grande Sophie ainda nos surpreende com a doce e suave La valse des adieux, com vocais introdutórios que parecem mesmo um funeral, mas eis que surge uma esperança para aqueles que idealizam e que amam, percebi um certo desdém de sua parte, um amargor na constatação feita, muito bom. E como não falar, por último da inesquecível Quand le mois de Mai, segunda faixa do disco e excelente escolha para um dos singles. Como eu diria em francês, "Ce n'est que du bonheur écouter La grande sophie", realmente, um disco grandioso como a artista que La Sophie tornou-se. Muita emoção em melodias criativas que definitivamente marcarão a todos os corações destemidos. Deleitem-se meus caros leitores.
La Grande Sophie - Des vagues et des ruisseaux (AZ-Universal) 2009
.


Olha aqui o link para o disco da Sophie.

E confiram
Quelqu'un d'autre, ambientada por um criativo clipe.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

In-Grid - Lounge Musique [2010]

Vamos seguindo que eu tenho muita coisa pra mostrar para vocês caros leitores. tentarei fazer uma postagem mais curta :-) dessa vez.
E abril receberá uma deliciosa surpresa musical, a nosso conhecida In-grid, veterana na dance music, trazendo-nos um trabalho diferente, intitulado Louge Musique. Uma compilação produzida pela Soundeluxe, trazendo uma nova perspectiva na carreira da In-grid, que se aventura talentosamente pelo caminho da Lounge music, chillout e do Easy Listening. Ritmos fáceis de agradar, músicas suaves com cara de dias de sol e mar.
Lançado em dezembro de 2012, me lembro que estava no verão e como eu não tinha muito tempo, tive de deixá-lo para depois, mas ei-lo aqui. Esse disco é um primor para quem gosta de um estilo de música mais "um drink a beira-mar, com amigos ou alguém especial".
Eu gostei muito desse trabalho da In-grid, uma viajem pela calmaria da brisa do litoral, sua voz sensual e forte, com a mistura do sotaque italiano no francês são uma fórmula poderosa para leitores de bom gosto, sem esquecer que a instrumentação desse disco é primorosa, não deixou nada a desejar. Como falei esse trabalho é uma re-leitura de grandes êxitos da música francesa, com exceção de duas faixas, que são cantadas em espanhol, Quiero vivir e Tentacion al hombre. As demais são todas em francês, e os destaques vão para Comment te dire adieu da Françoise Hardy, grande hit dos anos 60 e 70, depois temos C'est la Ouate, hit de 86 cantada pela Caroline Loeb, In-grid nos apresenta ainda uma calma versão de C'est si bon do saudoso Yves Montand, com um belíssimo saxofone acompanhando e um arranjo bem colocado. Les enfants du Pirée é outra faixa que merece comentários e ficou simplesmente linda, marcante, uma de minhas preferidas, interpretada originalmente pela saudosa Dalida, foi lançada em 1960, e a In-grid conseguiu deixa-la inesquecível! Eu continuo minha viajem musical falando de L'été Indien, do Joe Dassin, ícone dos anos 70, lançada em 1975, foi também re-interpretada competentemente por nossa artista, digo sem êxito que ficou memorável, a percussão e acordeon ficaram muito bem casados. Sympathique, da Edith Piaf, regravada pela Pink martini, aparece aqui em uma versão bem agradável, meio cinematográfica eu diria, ah e me deixem comentar a inusitada, Papillone, em versão Fab samperi remix, re-editada de seu último disco, Passion. E por último eu falo de Etienne, canção de 1987, interpretada originalmente pela atualmenbte desconhecida Guesch Patti, mas sucesso na década de 80, com essa canção que chegou em 1º lugar nas paradas de sucesso, muito bonita realmente. Esse disco tem ao todo, 14 faixas de puro êxtase, destaquei apenas as que mais me emocionaram. Espero que gostem. Abraços. Muito difícil encontrar informações sobre esse disco, as faixas Alchimie e Ange ou diable, parece que são dela, não obtive informações de que pertenciam a outros intérpretes. Caso venha descobrir, posto aqui. :-)





 
*crédito das imagens ao site http://promodj.com/ingrid


Baixem o disco da In-grid Aqui

E ouçam a belíssima "Les Enfants Du Piree":

sexta-feira, 30 de março de 2012

Laurent Voulzy - Saisons:Best of[double disque] [2003]

Encerrarei março com esse que é um dos grandes nomes da cena musical francesa remanescente de décadas anteriores. Monsieurs et madames, Laurent Voulzy.
Vocês o conhecem do disco Avril, postado já algum tempo aqui mesmo. Pois é, esse é outro lançamento que não pode faltar na 'mp3teca' ou 'CDteca' dos internautas admiradores da boa música, isso mesmo, boa música, falo sem medo.
Essa é a segunda compilação da vida musical do Voulzy, lançada em 2003. Nesse trabalho ele reune grandes canções de seus 5 álbuns precedentes, apesar de 25 anos de carreira, ele só possuia até a época de lançamento desse The best of, 5 discos de estúdio lançados.
Laurent voulzy, que na verdade chama-se Lucien Voulzy, nasceu em 18 de dezembro de 1948 em Paris. É cantor e compositor. Tendo nascido em Paris, embora de origem guadalupiana, ele só conheceu a ilha caribenha aos trinta e cinco anos. Ouvia as histórias que lhe contava sua mãe ou amigos desta sobre o paraíso tropical distante. Ele cresceu em Nogent-sur-Marne, perto de Paris, onde fez o seu "concerto', pequenas apresentações pela vizinhança.
Voulzy logo cedo enveredo-se pelo caminho da música integrou uma banda desde os tempos de juventude, sempre trabalhando como compositor. Em 1970 ele assina com uma gravadora, mas apenas em 72 é que ele lança seu primeiro single, repetindo lançamento até 76 sem muito êxito.
O sucesso s´p chegou mesmo em 77 com o lançamento de Rockcollection, em parceria com Alain Souchon seu grande amigo e também intérprete de público cativo. Em 1979 ele lança finalmente seu primeiro CD, intitulado Le coeur grenadine, seguido de uma turnê bem sucedida. Sua carreira segue vitoriosa e nosso artista consegue seduzir o público cada vez mais, mesmo contando com um tempo considerável de um CD para o outro, mas como sua música é especial, a cada lançamento ele rapidamente se tornou um dos maiores cantores franceses. Outros álbuns "estúdio": Bopper en larmes, Caché derrière, Avril, La septième vague e Recollection lançado em 2008, comemorando seus 30 anos de lançamento de seu primeiro grande Hit. No final de novembro de 2011, ele lançou seu mais recente trabalho Lys and love, com o lançamento do single Jeane, para promoção do álbum.
Às vezes comparado a Paul McCartney, é um fã absoluto dos Beatles apesar de admitir influências que vão do Brasil para o tecno. E toda essa influência pode ser verificada em suas canções que às vezes tem aquele elementos de tropicalidade, um pouco de rock dos anos 60/70, arranjos eletrônicos bem atuais, e uma grande variedade de instrumentos em suas produções.
Apesar de uma projeção não tão grande, ele mantem um público fiel e apaixonado, entendo porque sempre que o ouço, o disco Avril por exemplo é apaixonante. Música de verdade, cheia de letras e de poesia, instrumentos, ambientação agradável, melodias inesquecíveis.
Sobre o Saisons temos visível a importante contribuição de seu amigo Alain Souchon nas letras em especial, uma bem sucedida é um par de cantores / compositores e compositores inéditos no pop francês e marcou um tubo de quase todos os trimestres desde a idade média da década de 1970 até pelo menos o final de 1990.
Junto com seu comparsa Souchon, o Laurent forma uma dupla poderosa de compositores/cantores/ que publicavam suas canções nos "45s" (mais freqüentemente chamado des "maxi singles", nos dias atuais), coletados ao longo do tempo em várias compilações. No primeiro disco temos hits antigos indo de
"Rockollection", em versão curta, Max inaugural da carreira do Voulzy até "Le soleil donne", incluindo a faixa-single inédita de 2003 "Là où je vais". Este primeiro disco é bem saudosista, bem anos 80 e fins dos 70, com uma sonoridade bem marcante, o último hit desse disco é de 1988, a exceção da primeira faixa, aí já viu, quem não curte o estilo dessas épocas, não reclame que eu não foi avisado. Temos claras influências de grandes nomes como Byrds, Beatles e Bee Gees, nestas produções.
O segundo CD aborda o período mais recente da carreira do Voulzy, desde início dos anos 90. Vários títulos demonstram a incursão pelo uso dos sintetizadores (estranho para um Rickenbacker virtuoso), começando com
"Cache derrière" até a belíssima "I want you", um verdadeiro mantra. Muitas faixas do álbum 'Avril' constam no disco dois, fornecendo mais da metade dos títulos, coisa que eu gostei bastante, ao mesmo tempo é ruim para quem já tem o cd e ele poderia ter incluindo alguma versão um pouco diferente dos discos anteriores. A faixa "Le Pouvoir des fleurs ', primeira música do Laurent que eu ouvi na vida, graças ao Jóias da música francesa também consta nesse trabalho, linda demais! Realmente esse disco duplo do Laurent voulzy é uma excelente pedida para quem aprecia boa música.


Podem baixar o disco do Voulzy aqui

Confiram a animada Là où je vais.




domingo, 25 de março de 2012

Various - Le mouv' - L'esprit rock [2002]

Olá queridos leitores. Perdão pela demora, mas sabe como é, faltou-me material para postar. Fiquei ouvindo coisas antigas e coisas em outras línguas, acabei negligenciando o francês ^^ por isso vou postar algo com muita coisa para vocês ouvirem. Compilações são difíceis de falar por conterem muitos nomes diferentes, mas consegui informações suficientes sobre esta que vos apresento agora e vamos lá. Le Mouv', L'esprit du rock, uma seleção do melhor do rock francês lançada pela Le Mouv', através do selo Ulm em outubro de 2002, que revelou-se bastante interessante, em especial para os fãs do gênero, na minha humilde opinião. Não é o estilo que escuto com frequência, realmente, mas gostei de dar uma conferida em nomes que ainda me eram desconhecidos ou pouco conhecidos.
Le Mouv' é uma radio voltada ao público jovem com um direção ao rock independente, mas ainda abrange o pop-rock, o metal, rock progressivo, electro, chansons française, dance, reggae, hip-hop, soul e também o r'n'b. Inicialmente dedicava-se exclusivamente ao rock, mas sofreu mudanças em sua programação visto o público e por decisão da diretoria, abrangendo outros estilos. Ela hoje situa-se no coração da França transmite sua programação para 28 departamentos do território Francês. Criada em meados dos anos 80 sofreu alterações e passou para um novo projeto de funcionamento a partir de 1997. Sua linha editorial é fortemente voltada ao desenvolvimento cultural, abrangendo artistas do cenário independente, o que lhe confere um aspecto de ambiente 'cult'.
Curti bastante a seleção de intérpretes e músicas. Destaco os conhecidos Dionysos com Tokyo Montana, uma banda que eu não conhecia bem, só ouvi mesmo o som da Babet, que possui um disco postado aqui, mas que gostei muito, um som instigante, temos ainda o Dolly com C'est pour toi, com suas guitarras eletrizantes. Depois vem o Superbus que eu já ouvi bem e curto, algo mais suave, mais pro pop-rock, depois vem a galera do Zebda, com uma música divertida com ares de folk, engajados em questões sociais, curti muito o som deles! Ah, não posso esquecer do DaisyBox, com franca influência do Sonic Youth e dos americanos do Pixies, trazem um som mais sombrio e irônico, mas que agradou bastante. Destaco ainda Autour de Lucie, 'poxa', show, um som mais pop-rock, mais suave, mais a minha linha, esse pessoal surgiu em meados dos anos 90 e manda muito bem, pense numa sonoridade envolvente. Kaolin, que em breve posto aqui, espero, é outro som legal demais que consta nessa compilação, com a música "Pour le peu" é outro que vem com uma sonoridade mais pop, inspirados em nomes como Bob Dylan, Gérard Manset ou mesmo The Cure, conquistam de cara com uma produção de qualidade. L'oeil, com a música pantin foi outra descoberta interessante, meio triste, me conquistou, arranjos, a voz do Gilles Doyen é muito boa. Mass Hysteria é o próximo grupo que apresenta um som interessante, indo mais pela linha do metal, pode ser incluso no estilo fusão, tem uma certa pegada eletrônica que me animou, a faixa remède, do álbum Cercle en cercle, demonstra características de um som mais ambiente com a presença de mais vocais. Humm...deixa eu lembrar vocês do Luke, musiquinha instigante, Comme un gant, do primeiro disco deles, demonstra uma pegada bem estilizada de rock francês e pop inglês que de primeira conquista o ouvinte, arranjos muito bons, vocais bem colocados, sabe aquela música que marca, pois é, o Luke vai vir para cá, com certeza. Bem é isso pessoal, fico feliz pelas descobertas que fiz com esse disco que eu baixei sem muita empolgação, mas que me revelou nomes promissores da música. Espero que gostem da sugestão. O link para baixá-lo tá logo abaixo. Ouçam a radio Le Mouv' e descubram mais, aqui o site. :D



Baixem L'Esprit du rock aqui Aqui

Confiram o som do Luke, Comme un gant. Muito bom!