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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Various - Sounds of Paris: Music compilation based on the top charts from Paris [2009]

Escolher o que postar é sempre uma tarefa difícil para mim, gostaria muito de encerra 2011 com uma compilação, e é o tipo de coisa que dá trabalho, muitas vezes não achamos referências sobre elas. Eu pesquisei bem e quando achei uma interessante não tinha referência para me ajudar a descrever o álbum, quando tinha, não era interessante, cheia de gente desconhecida e muita coisa pouco empolgante na tracklist, então me decidi por esse coletânea de grandes hits franceses.
Essa coletânea chama-se VA The Sounds of Paris, e de maneira competente, apresenta um panorama de qualidade da nova música que vem da França, oferecendo uma lista até bem selecionada de canções que marcaram Paris e a França ultimamente.
Lançada em 10 de novembro de 2009, pela EMI Music Poland, ou seja esse disco é uma coletânea polonesa de hits franceses, vai entender! Mas a música francesa tem muitos adeptos pelo leste europeu. Muito bom saber disso.
E vocês me perguntam o que esse disco tem de tão bom? Bem, uma mistura interessante de grandes nomes da música francesa atual. Estilos diversos, eletronico, pop, rap, baladas, experimental, enfim. Tudo junto e misturado com muita classe, diga-se de passagem. Ah, não posso esquecer que esse disco é duplo, 28 músicas para você montar sua playlist e receber seus amigos, oferecendo-lhes as novidades musicais mais tocadas na Cidade Luz.
Falando mais especificamente da seleção de canções, eu destacaria no primeiro disco, de cara a encantadora A quai, do Yann Tiersen, retirada da trilha sonora do fabuloso destino de Amélie Poulain, e vocês pensam,oba só tem coisa, não, os franceses escutam coisa em inglês sim e instrumental, eu diria que algumas escolhas não foram tão promissoras, algumas faixas instrumentais, como a 12v, do russo Das glow, um eletrônico com cara mais agressiva, é até dançante, mas só isso, Dj Chus é outro nome dos eletrônicos, que aparece nos tops, mas não me empolgou tanto, esse povo eletrônico da França que canta em inglês sinceramente, tô dispensando. É o caso também do Telepopmusik com a faixa Breath, mas...do francês ficou só o estilo da música, cantanda em inglês, perdeu o charme. Vale citar o Magic System, grupo oriundo da Costa do Marfim, que cantam um estilo desconhecido por aqui, chamado zouglou, também se encaixam no zouk e raï pode não agradar, mas merece uma citação.
Esse primeiro disco tem coisa boa também, como a Coralie Clement, cantando C'est la vie, o conhecido Air com Run, muito boa e Les Nubians, com a belíssima Makeda. O segundo disco traz mais hits interessantes que o primeiro, Camille com sua excentricidade em Ta douleur, Cali com a empolgante 1000 coeurs debout, L'accord, bem pop-rock, com Sophia Essaidi e o Christopher Still é outra boa pedida. Opa, não posso deixar passar a Louisy Joseph, ex-integrando do famoso, mas já falecido L5, com a animada Mes insomnies, bem raggae. A próxima a mencionar é la Liste, interpretada pela bela Rose, conhecida do público ligado nas novidades, dispensa comentários. Temos ainda Emilie Simon que infelizmente, não foi bem representada aqui, a versão em inglês dessa música não tem a mesma energia ¬¬, não g
ostei. Sheryfa Luna, um nome forte na atualidade musical francesa é outro nome que aparece nessa segunda parte da compilação, com Ce qu'ils aiment, bem pop/r'n'b. Renan Luce, já conhecido de vocês, também entrou nos charts, merecidamente, com Monsieur Marcel e por último temos Coeur de Pirate, a bonitinha quebequense, com seu sotaque canadense que dá um charme todo especial à suas apresentações, conquistou os franceses com Comme des enfants, muito bonita mesmo. è interessante observar que temos diversos artistas de nacionalidades diversas, a cara da França atual, ainda folk/chanson/rock, mas também rap,raï, raggae, zouglou, entre outros. O tradicional e o novo, advindo da mistura de etnias e estilos. Vale a pena conferir.
Bem meus caros é isso, estamos encerrando as postagens de 2011 e que 2012 seja cheio de música e alegrias para nós todos. :-D



Esse vocês poderão baixar aqui

Assistam à iluminada canção Comme des Enfants






sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Arom - Jardin d'Eden [2002]

Olá amantes da música francófona e vamos a novembro que o tempo urge e vocês estão com certeza estão sedentos por atualizações certo?? :-) Então vamos lá.
Em geral, tudo que posto aqui foi por mim ouvido, recentemente ou marcou minha vida em algum momento. este grupo que vos apresento hoje foi por mim descoberto na época em que eu trabalhava na Aliança Francesa de Campina Grande - PB Lembro-me de coleções recentes de DVDs e CDs que haviam chegado e como eu tinha de cuidar da mediateca entrava em contato com esse material constantemente. Numa coletânea de vídeos chamada So French, So chic! havia um vídeo-clipe que me chamou a atenção, Jardin d'Eden, a música era interpretada pelo Arom, e não é que tempos depois achei o cds deles durante minhas andanças pela net!! E ele foi o escolhido para representar o mês de novembro.
E vocês me perguntam porque? Bem, porque vale muito a pena ouvi-los. Um verdadeiro achado da música francesa eletrônica e mais cantado em francês, coisa que se torna rara, visto muitos artistas desse meio preferirem o inglês. Por sinal, o DVD que continha essa música, apresentava apenas ela cantada em francês, mesmo sendo uma compilação francesa, triste.
Acredito que esse fator deva-se a inúmeros fatores, mas como tornar a língua francesa atraente se gravo em inglês??!! Felizmente temos um representante competente, que canta na língua de molière(pelo menos em quase a totalidade do disco) e muito bem diga-se de passagem.
E, falando especificamente do disco, que é o que interessa, podemos dizer que se trata de um primeiro trabalho voltado para o estilo eletrônico, Trip-hop e um pouco de pop, distinguindo-se de outras produções como já falei, por de ser cantado na maior parte em francês. Ah, devo lembrar que a dupla não é francesa, são ucranianos, mas que em terras européias mandam muito bem no idioma. Esse disco foi lançado em janeiro de 2002 pela Kwark e distribuído pela Socadisc.
É difícil encontrar referências deles, mesmo na internet, pois não se trata de uma produção muito comercial, esse pessoal é mais conhecido no cenário alternativo.
Baseado em um
trip-hop bastante clássico e decorado com toques orientais, além da voz etérea e eficiente de Caroline, vocalista do grupo, temos também a poesia dos textos, muito bons por sinal. O equilíbrio entre as atmosferas das músicas é visível, faixas mais tristes e pesadas ​​como Bataille, equilibradas com faixas mais melódicas, cheias de suavidade como Olaïa e a minha preferida Jardin d' Éden. Preciso citar outras interessantes produções experimentais como Tri-Baal. Realmente, um trabalho memorável, um grupo de personalidade que merece ser reconhecido. Isso é tudo pessoal, espero que desfrutem bem desse disco. Ah, eles lançaram um outro álbum mais recentemente, chamado também Arom de 2009. Assim que eu o tiver disponibilizo aqui ;-) merci à tous. Ah, visitem o My space deles, tem mais músicas lá. http://www.myspace.com/aromusic


Podem baixar o CD da dupla aqui

Assistam a Jardin d'Eden e me digam o que acharam.


arom jardin d'eden por dolauv

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Gérard de Palmas - Un homme sans racines [2004]

Uma sugestão, que creio eu lhes interessará é esse interessante exemplar no rock-pop francês atual. Un Homme sans Racines é o disco que vos apresento esse mês, com nosso saudoso Gérald de Palmas, trazendo sonoridades um pouco diferentes do Live de 2002 e do Marcher dans le sable em 2000, mas bastante agradável.
Faz um tempo que postei algo dele aqui, não tinha seus discos anteriores nem posteriores a Marcher dans le sable[2000], mas finalmente achei a discografia completa dele para baixar e farei a festa com a mesma, rs.
Bem pessoal, como já falei do de palmas anteriormente me deterei a comentar esse disco. 5º trabalho de sua discografia, Un Homme sans Racine foi realmente uma excelente experiência auditiva para mim. Fique admirado pela qualidade do trabalho que
não caiu, letras bem interessantes, araanjos e instrumentação usados competentemente, e claro a voz intimista e ponderada do De palmas que culminaram num trabalho discográfico de qualidade.
Un homme sans Racines foi lançado em 2004 pela Polydor Universal France. Quarto álbum de estúdio e quinto álbum em sua discografia geral, e seu maior sucesso em termos de posições. Alcançou o número #1 na França, em sua primeira semana de lançamento, em 24 de Novembro de 2004, e permaneceu por 14 semanas não consecutivas no top 10 e 97 semanas no Top 200. Na Bélgica (Valónia), alcançou a posição # 6 em sua terceira semana em 20 de Novembro de 2004, permanecendo 53 semanas no Top 40. Alcançou sucesso moderado na Suíça, ficando na posição #36 e 18 semanas no top. Considerado um álbum mais intimista do que o anterior contando com apenas 11 faixas, ainda marcado pelo mesmo estilo meio melancólico. O Gérald produziu, mixou e escreveu todas as letras do CD, um verdadeiro artista, banjo, guitarra acústica, teclados, programação, mas ele teve excelentes participações como o Sébastien Chouard, nas guitarras elétricas, tocadas com maestria. Eu gostei muito desse disco pela harmonia das canções, bem conectadas, a instrumentação, a voz do De Palmas.
Falando um pouco detalhadamente das músicas, eu destacaria inicialmente, o 1º single,
O primeiro single do álbum Elle danse seule música maravilhosa, gostei assim que ouvi, essa canção evoca um certo pesar, mas a melodia deixa tudo realmente belo. Gerald também menciona que é Un homme sans racines "um homem sem raízes", bela música com um texto bonito, a próxima faixa que destaco é Elle habite ici, menciona sua esposa ", ela vive aqui", uma canção muito charmosa. Dans la cour, próxima canção, evoca o amor quando sentido por uma criança cheia de sensibilidade, em seguida temos Plus d'importance que abre o CD evocando as dificuldades do amor. Essa faixa tem uns arranjos eletrônicos que ficaram muito bons, e o refrão?! Bem pegajoso, mas gostoso ainda sim, Au Paradis, tem um ritmo mais apressado, mas continua agradando, tem um certo humor, a mulher que vive com um homem não muito agradável e é aconselhada a deixá-lo, Fais semblant , Encore une fois fala de quando duas pessoas se reúnem novamente ao acaso, depois de muitos anos.
E seguimos com Faire semblant, canção suave que fala de tudo o que as pessoas dizem que deve ser feito em um relacionamento, mas que um não, necessariamente, o faz e você tem que fingir (fingir , ficar juntos, apesar do engano ...).
Gérald também menciona suas dúvidas e temores em Dans mon rêve, fala de seus filhos, de sua esposa e diz que nem quando sonha deixa de se importar com eles. Ela evoca o medo de deixar a mulher que ama em Je ne tiendrai pas. e por último temos Silverado, nesta canção ele fala de suas experiências nos Estados Unidos, tudo mudou, esse lugar não o inspira mais a sonhar. Muito boa demais da conta. bem é isso pessoal, espero que curtam esse disco como eu curti. ;-)
Ah, a título de curiosidade, de acordo com Le Parisien, 650 mil unidades do álbum foram vendidas e o título desse álbum refere-se a infância do De Palmas Na Réunion. Mais do De Palmas, aqui: http://www.rfimusic.com/artist/chanson/gerald-palmas/biography tá tudo em francês, ok? Ou aqui: http://fr.wikipedia.org/wiki/G%C3%A9rald_de_Palmas


O link para o CD estará nos comentários ;-) vamos ver o que vai dar.

Assistam ao clipe da belíssima Elle danse seule









sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Marie-Eve Janvier e Jean-Francois Breau - Donner pour donner[2009]

E findamos setembro com o frescor da primavera trazido por essa belíssima dupla de canadenses que me encantaram com suas vozes e harmonia musical. Eles se chamam respectivamente Jean-François Breau e a Marie-Eve Janvier, ele nasceu em 29 de julho de 1978 em Hamilton, Ontário, é cantor e compositor de descendência Acadiana. Ela, é cantora, da região do Quebec, nascida em 1984 na Townships Oriental. Antes de se reunirem e formar este simpático casal, eles possuíam carreiras independentes, o Jean-François iniciou-se pelos caminhos das ciências médias e tinha tudo para tornar-se um grande médico, mas a música falou-lhe mais forte e mudou seu destino consideravelmente. Sua carreira artista começou nos musicais,com o papel de Gringoire em Francês e Inglês no musical Notre-Dame de Paris criado por Luc Plamondon e Richard Cocciante. Em 2004, ele desempenhou o papel principal no musical Don Juan por Felix Gray. A aixão pela Marie-Eve começou aí, os dois estavam juntos no mesmo projeto. Seu primeiro álbum solo já havia sido lançado em2001 pelo selo Quartett Music a declaração aparece álbum solo em 2006 pelo selo Music.
Ele foi o convidado de Little Closer Télévision de Radio-Canada sobre a quest
ão do 04 de junho de 2008, filmado na aldeia de St. Casimir. A Marie também participou de famosos musicais franceses, assim como seu companheiro, o Notre-Dame de Paris, aos 14 anos e Les Dix commendements(Os Dez Mandamentos), aos 16 anos, além de cantar e tocar em seu papel no musical Don Juan. Em 2007 ela lançou seu primeiro álbum pela Mercury (Universal France). O álbum chegou ao top 5 de vendas de discos francófonos no Québec. Em 2008, visitou o Québec em dueto com Jean-François Breau, já seu namorado na época. No verão de 2009, eles gravaram seu primeiro álbum de estréia juntos, Donner pour donner que vos apresento nessa postagem.
E o que dizer dos pombinhos? Bem, eles formam um time perfeito, competente na interpretação de novas versões de canções inesquecíveis como: If you leave me now, I Got You Babe, Le Soleil de Ma Vie e muitos outros. Eles tem viajado por todo o Québec em turnês lotadas. Este álbum traz à tona a cumplicidade bonita e artística que une estes dois talentosos artistas e atesta o sucesso que andam fazendo nos palcos. 12 faixas, 12 interessantes reprises de hits já consagrados, até aí nada demais, se não sua interpretação e a representação do ícone do casal perfeito que representam. Receita de sucesso.
Fruto do trabalho conjunto do próprio Jean-François Breau e Nicolas Petrowski , esse disco é um sopro de frescor e espontaneidade na cena musical francófona(quebequense), e o mais importante, permite ao público ouvir novamente grandes sucessos com uma roupagem moderna. Bem, seria interessante um disco todo em francês, mas eles são, a meu ver, a representação do Canadá dividido e unido, ao mesmo tempo, por suas diferenças lingüísticas e culturais, alguns hits famosos em inglês foram inclusos, como vocês podem notar, mas eu destaco On s'est aimés à cause, da Céline Dion, teve produção do Jean-François, ficou muito magnífica e C'est pour toi, versão de You got it, animadinha com cara de 'o casal saiu para passear' e Je t'appartiens, do Gilbert Bécaud, simples e apaixonante. Bem... é isso meus caros(as), espero que gostem e caso desejem saber mais dos nossos artistas, visitem: http://www.marieeveetjeanfrancois.com/, eles já estão com disco novo "La vie à deux", esse disco que apresentei a vocês é de 2009 então aproveitem, posto o novo sucesso deles assim que achar pra baixar, rs.


Bem, quanto ao link para download, como ando com problemas com a dcma, vou disponibilizá-lo nos comentários ok? Caso o nlik venha a ser desativado me contatem pelo e-mail: mitzzrael@gmail.com e vos passarei um outro link. Ainda estou buscando uma alternativa para esse problema, mas vou abrir uma exceção pq é muito contratempo ter de me solicitar via email, correr riscos faz parte.


Confiram Donner pour donner, simplesmente linda!!!



sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Renan Luce - Le Clan des miros [2008]

A música pop francesa segue realmente uma linha mais própria, cheia de uma peculiaridade, de uma assinatura diferenciada e eu gosto disso. Temos o mais do mesmo também, mas nomes que merecem destaque compõem a meu ver, a grande maioria das produções. É assim com o Renan Luce, que vos apresento aqui, o que ouvi em setembro. Esse é seu segundo trabalho e me agradou mais que o primeiro disco, chamado Repenti de 2006.
Conheci o Renan Luce melhor através de uma canção cantada por ele na Trilha Sonora do filme
Le Petit Nicolas, 2009. Esse disco é morninho, admito, mas depois de algumas audições, não é que me agradou bastante. Tão francês esse rapaz, música suave, com cara de violão e estrada, voz calminha, ambientando um cenário de mansidão musical, ficando na estrada da folk-music e a plantação de trigo dos vídeo-clipes. Mas é legal, letras cheias de história, um pouco de poesia as faixas animadas são mais interessantes, certamente. Renan Luce é francês da gema, como dizemos aqui no Brasil, nascido em Paris mesmo. E aos 31 anos é autor-compositor e intérprete.
Le Clan de Miros foi lançado em outubro de 2009, seguido de dois singles, La Fille de la bande e On n'est pas à une bêtise près, uma versão diferente é apresentada no album do Renan daquela existente na trilha sonora do filme Le Petit Nicolas[2009] e por último a faixa Nantes. Renan Luce começou a turnê de divulgação desse disco em 1º de Outubro de 2009, estendendo-se até 2010, incluindo apresentações no La Cigale, em Paris e no Olympia (lotação completa), contando ainda com uma passagem pelo Québec.
Após um de seus shows no Olympia, Renan recebeu a condecoração de disco
de platina duplo pelo seu Clã de Miros (Le Clan de Miros) e pasmem vocês ficarão, nosso jovem proeminente da folk music francesa está entre os artistas ativistas, declarou apoio ao Cacique Raoni, em sua luta contra a construção da Barragem de Belo Monte. Eu particularmente vivenciei uma experiência desafiante, esses trabalhos de Folk music trazem uma produção pouco convencional a nossos ouvidos, e que desafio prazeroso. Le Clan de Miros é sem dúvida melhor que o álbum anterior do Renan, Repanti de 2006. Esse disco é meio que um conto de fadas, suave, relatos de emoções passadas, anedotas 'abracadábricas' e às vezes comuns também, uma olhadela delirante no cotidiano das coisas muitas vezes é o que encontramos nesse trabalho. O Renan de acordo com confissões posteriores, desejava um álbum produzido e cantado de maneira mais natural possível, preferindo trabalhar com aqueles que o acompanharam em turnês passadas, ao invés de músicos americanos ou um estúdio sofisticado, acho que por isso ficou tão francês esse trabalho. Muito boa decisão meu jovem. Temos muitos elementos positivos nesse disco, das Guitarras 'Brassenianas' e eletrônicas, os violinos com cara de pop inglês e vozes marcantes, cheias de suavidade.
Renan demonstra aqui sua ambição musical, a expansão de seu universo. Além de La fille de la bande, minha preferida do disco, temos outros títulos interessantes a aventura romântica de Nantes, a comédia nacional de Chez Toi, o conto sensual e infantil de La Rue de l'Oiseau-Lyre, o quadro amoroso de Femme à lunnettes, temos ainda o espírito brincalhão e hedonista On n'est pas à une bêtise près. Um verdadeiro entrelace de notas de guitarras, auxiliadas por teclados notórios, e competência nas melodias, a gaita de boca deu um ar bem triste a algumas faixas, mas ainda sim considerei tudo uma experiência memorável. Renan Luce, deixou claro para mim, que seu talento vai além de ser intérprete, mas também ser um bom contador de histórias e poeta de não se jogar fora.


Para evitar problemas com direito autorais, visto já ter oa postagem desse disco deletada resolvi retirar o link, por enquanto enviarei o link por email. Lamento, mas está cada vez mais difícil postar algo aqui, disfarçar os links e colocá-los nos comentários não funcionou. Segue mais uma vez meu e-mail:mitzzrael@gmail.com Aproveitem!!

Confiram la Fille de la bande, Superbe!!!


terça-feira, 23 de agosto de 2011

Gaetan Roussel - Ginger [2010]

Humm... apesar de muitos falarem que agosto não é um mês muito animador, eu quero deixar algo interessante para lembrá-lo, esse som com certeza os agradará, algo bem novo e pouco convencional, pelo menos em francês. Monsieurs et Mademoiselles vos apresento Gaetan Roussel. Um verdadeiro achado!! :D Meu trabalho de buscar o atual é incessante, apesar de minhas demoras e vou admitir que Help myself(Nous ne faisons que manquer), primeiro single do primeiro trabalho solo do Gaetan, uma verdadeira bomba sonora, altamente recomendável!
Cantor, compositor e produtor, nascido em Rodez, Aveyron, também figura nas bandas Louise Attaque e Tarmac. Compositor e produtor de grandes nomes da música, foi responsável pelo disco Bleu pétrole do Alain Bashung, album que foi recompensado em 2009 com o prêmio Victoire de la Musique. Ele também compôs trilhas sonoras famosas de dois filmes de Benoit Delépine et Gustave Kervern : Louise-Michel e Mammuth. Gaëtan Roussel também escreveu paraRachid Taha et Vanessa Paradis. O cara é realmente muito requisitado, seu disco prova a qualidade de seu trabalho.Em 2009 Gaetan parte para a carreira solo e em março de 2010 é lançado seu primeiro disco, o Ginger.
este trabalho lhe rendeu o prêmio de melhor disco rock de 2011, bem merecido ^^
Duas apresentações marcam esse momento, uma em 9 fevereiro, no canal de televisão
France 4, obteve também o título de melhor intérprete masculino já esse ano também, pela apresentação feita em março desse ano.
Outras produções estão a caminho e prometem mais do Gaetan nas paradas de sucesso, o bom da França é que sai muita coisa boa que ganha notoriedade, ao contrário dos Amaricans que lançam tanta bosta.
Sim, mas não posso esquecer de dizer o porque de tanta euforia, simples, o cara manda muito bem mesmo na produção, as faixas desse disco são memoráveis e animadas, um rock vitaminado, com efeitos eletrônicos contagiantes, participações muito bem vindas, como na faixa DYWD com a participação da Renee Scroggings.
Muitos nomes figuram na produção desse álbum como Joseph Dahan (Mano Negra), il appelle Julien Delfaud (Phoenix, Revolver, Herman Dune), Benjamin Lebeau (The Shoes, The Film), Tim Goldsworthy (DFA, The Rapture, Hercules & the Love Affair), Eric Broucek (Juan Maclean, !!!), um disco farto em imaginação, presença do inglês (Nova York e Paris foram os cenários de produção desse trabalho), com o francês prioritário, além de vários estilos, o electro, o pop, o groove, enfim, uma grande salada que resultou num trabalho pra lá de bom. Confiram mais sobre o Roussel aqui: http://fr.wikipedia.org/wiki/Ga%C3%ABtan_Roussel (ah tá em francês ok?)


Vocês poderão baixar o som do Gaetan, copiando e colando o link que está nos comentários. Merci :-)

Confiram a eletrizante help myself (Nous ne faisons que passer)




domingo, 14 de agosto de 2011

Zazie - Rodeo Tour Live [2006]

Gostaria de marcar agosto com um álbum por demais interessante que consolida o êxtase que foi assistir à essa belíssima Turnê da minha querida Zazie. Sou suspeito à falar dessa moça, mas eu realmente curto o som dela e esse disco me deixou ainda mais entusiasmado pelas novas orquestrações que foram dadas a grandes Hits como em Tout le monde do álbum Made in love de 1998, Homme Sweet Homme do álbum Zen de 1995, e as faixas Oui e Excuse Moi do álbum Rodeo de 2005, assim como belas interpretações de canções bem marcantes interpretadas com tanta sensibilidade e emoção que transmitem a capacidade artística de uma das artistas mais promissoras do Show Bizz francês.
Esse álbum, 3º ao vivo lançado da Zazie, foi lançado pela Mercury Music, e é fruto de uma Turnê que durou de Junho a setembro de 2005 e foi gravado no show realizado no Forest nacional em Bruxelas, Bélgica nos dias 9 e 10 de setembro.
Achei esse show cheio de originalidade, a Zazie abre a apresentação suspensa no ar com um belo fundo azul, marcando a cor predominante no álbum Rodeo. Ele vem com um bônus em forma de DVD, infelizmente não o consegui para postar aqui. O disco contem ao todo 19 faixas, sendo uma, o título Zen, ao vivo em dvd e a outra e a inédita Faire la musique em versão hidden track(faixa escondida em português) exclusiva para o dvd. Uma pena não tê-la achado, ainda ^^. Bem deixo-os aqui com a audição desse belo exemplar que não pode faltar, a meu ver, em vossa discoteca de franceses/francófonos. Rodeo Tour no Charts in France http://www.chartsinfrance.net/Zazie/Rodeo-Tour-a101139020.html


Pessoal o download para esse disco não será postado aqui, vão nos comentários, deixarei lá, A DCMA, empresa americana que vigia material protegido na internet, bloqueou uma postagem minha desse ano e me assustou. Me deu vontade de parar com esse eterno jogo de gato e rato, mas eu ainda quis pagar p/ ver.

Confiram Excuse-moi ao vivo ;-)




quarta-feira, 27 de julho de 2011

Emilie Simon - Dame de Lotus EP [2007]

Todos sabem que gosto muito do trabalho da Emilie Simon, sou suspeito a falar. Esse lançamento que vos trago hoje é bem raro de achar para baixar e você encontra as faixas separadas para comprar. Não o achei inteiro, em CD físico, em geral fica como item de colecionador e ai já viu o preço. Consegui esse disco graças ao pessoal do Torrent 411, finalmente achei esse material completo. E disponibilizo agora para todos os que visitarem o blog.
Bem, falando um pouco desse trabalho, Dame de Lotus, ou a Senhora do Lotus, é um dos singles do álbum Végétal, lançado em março de 2006 e como os demais trabalhos da Emilie, apresenta-se como um trabalho excepcional, música eletrônica de primeira qualidade. Mas, o formato que eu vos apresento aqui chama-se EP, ou seja, na linguagem
do mundo musical EP significa Extended play (EP), uma gravação em vinil ou CD que é longa demais para ser considerada um compacto (single), e muito curta para ser classificada como álbum. Normalmente um álbum tem oito ou mais faixas e tem duração que varia entre trinta e sessenta minutos; um compacto tem de 01 a 06 faixas e geralmente tem uma duração típica de dois a quinze minutos; um EP tem entre duas e oito faixas (somando os dois lados de um EP de Vinil ou o total de Faixas de Compact Disc EP Single) e duração de 03 a 40 minutos. Alguns artistas preferem chamar um EP de mini-álbum para dar um significado maior ao seu trabalho ao invés de ser classificado apenas como mais um aditivo em sua discografia.
Dame de lotus, assim como as demais faixas o disco, marcam um certa diferença em relação aos primeiros trabalhos da Emilie, o visual do CD ainda lembra o anterior Emilie Simon[2003] e eu o achei inovador e inteligente, com um alguma coisa de um pouco Björk, a roupa de Gueixa no Clip ficou bem referencial, mas com a assinatura dela. Esse EP é composto de 3 faixas, Dame de lotus em nova versão e Tom VDH, com instrumentação diferente, sem as batidas eletrônicas e Never fall in love como um B-side em versão Oldies, diferente da do disco, estando essa como faixa 11 no álbum. A letra de ambas canções dispensam comentários, muito criativas e inteligentes, sai amos do comum mundo pop meus caros, através da magia
A capa desse EP é uma foto em high definition do Clipe, em geral eles preparam fotos específicas para os singles, às vezes encontradas no encarte do álbum, mas ficou criativo uma imagem do clipe, que por sinal é todo digitalizado com uma animação em vetorial. Uma produção a mais na discografia da Émilie que vale a pena conferir.


Baixem o EP da Émilie aqui
Já advertendo que essas faixas são raras, ou você compra ou tchau!! Não estão em sua melhor qualidade, caso eu achei outras Upo aqui. Abraços

Assistam ao clipe de Dame de Lotus.





quarta-feira, 20 de julho de 2011

Thierry Amiel - Thierry Amiel [2006]

Eu baixei o primeiro CD desse cara sem muitas expectativas, mas esse seu segundo trabalho, me soou bem, bem melhor. Estou falando de Thierry Amiel, pela primeira vez postado aqui no blog, diante de tantos nomes, eu realmente curti seu som.
Nascido em 1982 na cidade de Marseille, filho de pai policial e mãe assistente materna em uma família de 3 irmãos, direcionou-se logo cedo para o mundo da música. Desde a adolescência enveredou-se por esse caminho, culminando com uma passagem pela Bouches-du-Rhône onde aprendeu técnicas básicas de canto. Realmente o cara tem voz marcante, muito boa, melodiosa, meio cantor de antigas canções, e lembra o Jonatan Cerrada. Depois de cantar em 2 óperas locais, ele segue os estudos de música aprendendo piano e violão na escola de Alice Dona. As excursões continuam, como pequenos concertos e apresentações, o Thierry gostava muito de interpretar grandes nomes anglófonos da música, mas a prata da casa também contava em suas performances. Ele segue carreira tornando-se cantor de orquestra, e segue em outros empregos, chagando até a faculdade de Psicologia e vendedor.
As audições em programas de talentos vêm em seguida até que ele se inscreve, graças a intervenção de seu irmão, no programa
À la Recherche de la Nouvelle Star edição de 2003. Ele consegue se projetar bem, mas perde o programa para o Jonatan Cerrada.É engraçado ambos loiros, com carinha de neném, apesar do Jonatan ter um perfil mais masculino que o Amiel, mas ambos com vozes diferentes e marcantes. Ainda sim o Thierry não deixou de ter uma carreira promissora. Ele faz parte de uma safra de artistas descobertos justamente por esse tipo de evento televisivo, extremamente comercial, mas que prova competência, não posso negar, na descoberta de talentos.
Nesse segundo trabalho, o Amiel traz algo mais intimista, como a maioria dos artistas acaba fazendo fazendo e esse disco se torna sua prova do contrário, algo que diz, bem passei pelo primeiro disco e provei que tenho relevância na música. Thierry Amiel é uma produção mais voltada para o rock e até synth-pop, bem diferente do primeiro trabalho, que rendeu-lhe considerável notoriedade alcançando um bom número de vendas.
Lançado em 20 de novembro de 2006, seu álbum epônimo, é definitivamente influenciado pelo Wave e Britpop, dois estilos que eu particularmente gosto muito. Temos aqui participações de Jean-Pierre Pilot, na faixa Suède por exemplo, Benoit Pohere e por último Daniel Darc, colaborador do primeiro single Cour Sacré. O Thierry Amiel também tem sua participação nos textos com a colaboração de Axelle Renoir nas faixas Qu'on en finisse, Prendre mon âme. Esse disco obteve já no mês seguinte a seu lançamento certificação de Disco de Ouro, ocupando a 16ª posição nas vendas na França. Eu gostei bastante, músicas mais agitadas e mais calmas, como L'Amour en face, muito bonita, nossa que música tocante, nota 10! Infelizmente saiu apenas como single digital em 18 de junho de 2007, não tendo uma versão promo nem maxi física para venda.
Interessante que na turnê de promoção de Thierry Amiel[2006], no Olympia, exatamente nos dias 21 e 22 de maio, teve o Amiel cantando
Take on me do saudoso A-ha, mostrando sua inclinação para o wave. Muito bom, ele ganhou pontos comigo, eu curti muito esse CD e recomendo. Destaco ainda as faixas Soleil Blanc, com arranjos e melodia carregados de influências synth e uma mistura gostosa com o pop-rock e Prend mon âme com arranjos eletrônicos e um encadeamento sonoro meio experimental que eu gostei também, tudo isso com a voz dramática e suave do Thierry que mostra a sofisticação da música pop francesa. Estilos: Pop, Synth-pop, Rock-pop, Wave. Conheçam mais detalhes sobre o Amiel nesse endereço: http://fr.wikipedia.org/wiki/Thierry_Amiel



baixem o Cd do Thierry Aqui

Assistam a uma bela e emocionante apresentação de L'Amour en face no Trabedo Session. Muito bonita.


domingo, 17 de julho de 2011

Blankass - Elliot [2005]

Vamos de rock? Vamos. Eu curto muito o som desses caras, tem cara de saudosismo, de viajem estrada a fora. Eles possuem vários CDs, mas eu escolhi esse aqui por ser, digamos, mais atual e bem criticado. Criado em 1990 o Blankass fez considerável sucesso nessa década e foi fundado pelos irmãos Johan e Guillaume Ledoux. Eu os descobri graças a essa projeção, eles acabaram na lista de canções de uma compilação enviada pelo consulado que trazia uma bela canção deles, foi marcante, depois posto o disco deles, que escutei primeiro.
O nome Blankass é o diminutivo de 'blanc-cassis', um aperitivo feito com vinho branco e blackcurrant. Curioso não? Eu nem esperava descobrir o significado desse nome, mas ao fazê-lo tinha de incluir aqui. Eles apresentam um rock mais leve, mais música, melodia, nada berrante, algo misturado ao bom e velho folk. O acordeon que é marca registrada do Blankass foi deixado de lado e temos a participação maior de outros instrumentos como gaita de boca(conhecida também como Harmônica), as guitarras, teclados e a Melodica. Uma música sem concessão e cheia de reivindicação, realmente são conhecidos por apoiarem causas que consideram relevantes. O grupo teve várias mudanças de componentes, o time antigo era formado por Nicolas Combrouze, Olivier Robineau, Nicolas Bravin e François Poggio, além dos irmãos é claro. Atualmente constam na banda Guillaume Ledoux Bruno Marande, Johan Ledoux, Philippe Ribaudeau, Cédric Milard e Charlie Poggio.
Recentemente participaram de apresentações que tinham o objetivo defender o Tibet por exemplo, assim como a causa dos estrangeiros na Europa, gravando inclusive uma faixa no CD do GISTI ( Grupo de Informação e suporte aos Imigrantes) em português, envolveram-se na causa do menino mongol Zolboot e sua família, ameaçados de deportação, foi um caso que repercutiu bastante na França. Mais informações podem ser adquiridas, em francês é claro, nesse site: http://www.unapeda.asso.f/article.php3?id_article=408.
Lançado em 15 de outubro de 2005, pelo selo Up music, Elliot, 4º disco da banda, recebeu esse nome por conta de um artista admirado pelo Blankass, o Elliot Smith, conhecido músico e compositor de rock norte-americano que morreu aos 34 em 2003. Saibam mais sobre ele aqui. Eles ganharam prêmios pela relevância de seu trabalho, digam-se bem merecidos a citar: O Prêmio Roger Seiller como Grupo francês do ano em 1997 e o Troféu Radio France Perigueux, prêmio de canção do ano também em 97 e concorreram no Victoire de la Musique em 1997 na categoria de Grupo revelação no ano e em 1998 como Grupo/ banda do ano.
Falando um pouco desse trabalho, podemos dizer que Elliot é um disco que conserva as características do Blankass, textos menos revolucionários para alguns, mas ao analisar as letras eu percebi sim mensagens inspiradoras na maioria deles. Letras simples, mas cheias de inspiração,
de contestação até, como podemos observar nas faixas Soleil Inconnu e Fatigué, podemos ver ainda uma história de amor que terminou mal nas faixas Ce qu'on se doit e Au costes à cotê. Mesmo abordando esse tema ficou muito poético e não podemos esquecer de canções realmente excepcionais, bem 'tubes' (hits em inglês), a citar Qui que tu sois com a participação da Manu, Je n'avais pas vu, a competente e frenética Mon Drapeau e a marcante Le Passage, que na verdade, não passa, fica na nossa mente, tocando bem fundo em nossos corações. Minha preferida desse disco.
Muito bom esse trabalho dos meninos, espontaneamente bem escrito, com belas composições, melodias marcantes. O que vocês estão esperando para baixar? :-) Boa audição. Mais sobre o Blankass aqui: http://musicbrainz.org/artist/3c18062e-27bd-4532-8a91-9889477a3533.html ou no site oficial: www.blankass.com


Baixem o CD aqui

Assistam e ouçam a nostálgica Qui que tu sois

terça-feira, 5 de julho de 2011

Saya - Comme une femme [2009]

Um disco bom, muito bom de ouvir. Bem comercial, mas era o que eu estava afim de ouvir e passar adiante e foi ele. Muito boa essa Saya!!! Seu último lançamento, que infelizmente não teve tanta repercussão o quanto esperado, mas realmente foi um bom trabalho na minha opinião.
Esse disco tem uma tendência mais pop/rock com uma variedade de arranjos eletrônicos que dão um ar bem moderno a essa música francesa que surge. Lançado em 15 de Junho de 2009, Comme une femme, marca uma clara ruptura de estilos na carreira da Saya se comparamos aos trabalhos anteriores, sendo este trabalho uma exclusiva coletânea de baladas pop-folk ou pop-rock falando de amor.
Temos uma Saya sensível e frágil para com este poderoso sentimento, ela possui a imagem da mulher moderna, frágil, sensível, apaixonada mas sem submissão e sem vulgaridades. 3 singles foram retirados desse álbum, a saber, Je pense à toi, Tu aimeras et Je m'envolais, classificando-se o primeiro single citado em 7ª lugar, ainda em 2006, nos top de singles franceses, obtendo uma considerável performance no mercado e entre o público é claro.
Uma pena o fraco desempenho deste CD, é muito bom, segundo críticos de música, houve uma má divulgação dele e o espaço de tempo entre os singles e o álbum não ajudou o público a manter forte a presença da artista nos lançamentos. Eu ainda destaco outras faixas memoráveis deste trabalho, como Je te donnerai, melodia fácil, letra apaixonada, Près de moi, faixa 5 do disco e por último Ne m'oublie pas, faixa 13 e última do CD, um verdadeiro pedido 'não se esqueça de mim", bem calminha e melosazinha, ideal mesmo para fim de CD. É isso pessoal, apesar dos clichês, esse disco é muito bom mesmo. Confiram. Visitem a Saya na internet: www.sayaonline.net


baixem o CD da Saya aqui

Assitam à Je m'envolais


Clip France Bleu "Saya - Je m'envolais" por francebleu

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Teri Moïse - Je serai Là [Single] [1996]

Oi pessoal, como estamos? Eu atrasado como sempre, mas vamos que vamos. Por incrível que pareça a Teri Moïse, sumida a tempos, é uma das artistas francesas/francófononas mais conhecidas dos brasileiros. Incrível como suas músicas foram eternizadas entre nós. E ela ficou famosa, justamente por uma música em especial, é esta que vos trago hoje para encerrar as postagens do mês de Junho, Je serais là, da qual finalmente consigo o single em versão 2 títulos, como chamam na França. Esta bela canção foi lançada em 1996, e eu a descobri por causa de um programa de música francesa, que ainda existe nos dias de hoje, e que fora apresentado por um antigo professor meu de literatura francesa, muito competente e compenetrado na ministração da disciplin ela nos brindou e brinda com belíssimas canções. Tempos depois eu soube em que CD estava essa música, bendito Génération Française 3[1998], coleção lançada pelo Cavilam, para divulgação da música francófona mundo afora. Este hit projetou a Teri Moïse ainda mais, e não é para menos, essa música é simplesmente linda, bem produzida, arranjada e claro muito bem interpretada pela nossa saudosa Teri. Esta fala do amor incondicional que um pai/mãe sente por seu filho/filha. Uma verdadeira declaração de amor materno. Emocionante.
Lançado em 14/12/1996, esse single
alcançou as seguintes posições nos charts francófonos da época: #4 Bélgica, #8 França. Essa versão contem 2 faixas, a versão clipe, que não se encontra no CD oficial e uma segunda e belíssima versão acústica de Je serais là que abrilhanta ainda mais esse trabalho. Até o presente momento nenhuma informação nova de nossa estimada artista consta nos altos digitais, infelizmente. É triste constatar, mas gente boa acaba sumindo ou encerrando a carreira cedo, que foi o que ela parece ter feito. Cinco estrelas com certeza para esse trabalho da Teri. Abraços a todos, aguardem mais postagens estão a caminho.


Baixem o single aqui

Assistam a um achado que fiz pela internet a algum tempo, um trecho de sua turnê de 97, graças ao Taratata. Confiram o talento!


Teri MOISE : Je serai là - MYTARATATA.COM
TARATATA N°162 (Tour. 12/03/97 - Dif. 01/05/97)


sábado, 25 de junho de 2011

Bertrand Betsch - Pas de Bras, Pas de chocolat [2004]

A cada postagem vivo dilemas reais, posto alguém já conhecido ou algo novo, de lançamento ou ainda inédito no blog? Bem, desta vez fiz uma pequena excursão pelo que já tinha e pelo que poderia ser interessante e aí, me direcionei pro Bertrand Betsch, que já estava em minha pasta de downloads e ainda não tinha ouvido direito, e vos digo com certeza que foi uma excelente escolha.
O artista da vez é cantor, compositor e escritor de origem francesa, nascido em 12 de setembro de 1970.
Surgindo em fins dos anos 90, Bertrand não conseguiu de imediato a projeção merecida. Seu 1º disco foi lançado em 1997 com o título de La Soupe à la grimace (pela gravadora Lithium), em seguida, sai em turnê (França, Bélgica, Suíça, Espanha), depois de problemas com a voz ele volta ao mundo da música com seu segundo trabalho, lançado em 2001 com o título de BBsides, composto por canções covers, instrumentais e alguns títulos inéditos. Em 2004, ele muda de gravadora e lança seu terceiro trabalho, intitulado 'Pas de Bras, Pas de Chocolat'[2004] ( que poderia ser traduzido como "Sem braços nem chocolate") pelos selos / Virgin / EMI, sendo este bem aclamado pela crítica. Não é à toa que o escolhi para compor nosso rancking.
O que me agradou no Bertrand foi seu estilo que me soou inovador, mesclando um minimalismo sintético cujo ponto de origem seria, sem dúvida, a ondulação, e os impulsos mais festivos e tradicionais do Thomas Fersen, bem conhecido pela trilha sonora do filme Le Fabouleux Destin d'Amélie Poulin[2001], mas esse disco é realmente uma fanfarra musical repleta de estilos passando pelo Jazz e raggae, mas com uma certa coerência no final, bem agradável, com algum traço de psicodelismo, eu diria "Superbe'. Os textos deste álbum, são marcados por uma melancolia sombria, de início não ficou tão evidente, mas depois, pude perceber tal característica muito bem. O cinza aparece entre o colorido aparente das melodias. Não é à toa que um de seus livros chama-se La tristesse durera toujours[2007]. Eu destaco as faixas Pas de bras, pas de chocolat, Les passe-temps, Le lundi c’est maladie, e títulos bem evidentes diga-se por sinal. Bertrand Betsch é um nome pouco conhecido na nova cena francesa, pelo menos fora da França, seu discos posteriores marcaram uma considerável evolução, ele foi finalista no Prix Constantin em 2005, onde ele interpretou a faixa Tournicotons, o que lhe rendeu certa notoriedade. Esse disco foi uma experiência considerável para meus ouvidos ávidos por novidades, os arranjos foram produzidos pelo próprio Bertrand e o Hervé Le Dorlot, e as letras por nosso competente intérprete, exceto as faixas 3/7/8/10/11 que contaram com a ajuda do Dorlot. 16 faixas sendo 12 inéditas e 4 versões: Pas De Bras, Pas De Chocolat (Version Disco), Music Don't Stop (título extra inédito que ficou junto às faixas versões), Les Petits Mammifères (Version Piano), Des Gens Attendent (Light Version), Temps Beau (Couleur Coquelicot). Ah, não posso esquecer de uma última consideração, como recebo muitos e-mails de aprendizes da língua francesa, aconselho o Bertrand por seu acento muito bom, claro, a pronúncia das palavras, a entonação muito bom também. Tá aí uma boa pedida musical. Ah esse tá de trabalho novo e chama-se Le Temps qu'il faut pelo selo 03H50, data de lançamento 10 outubro. Querem saber mais sobre o Bertrand? http://www.bertrandbetsch.fr


Baixem Pas de Bras, Pas de chocolat aqui

Confiram uma pequena apresentação do Bertrand Betsch feita ano passado em Lyon. Depois uparei um vídeo com músicas desse cd, procurei muito, mas não achei, terei ode eu mesmo fazê-lo. :-) Merci


Bertrand Betsch - Concert Lyon 17.10... por cachardl