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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

La Reine des Neiges - Les chansons [2013] CD - 180

      
Janeiro começa com algo inusitado, pelo menos não lembro de ter postado  algo assim aqui ainda, surgiu a oportunidade então vamo-nos! Hoje trago par vocês a mais recente aventura da dos estúdios Disney em forma de trilha sonora, versão francesa., 'La Reine des neiges, edição dupla, produzida pela Walt Disney Records. 
         Como todos sabem, nenhum filme da Disney que se preze deixa de trazer músicas em forma de coral para serem cantadas por todas as idades. Na produção mais recente não é diferente, aqui recebeu o nome de Frozen: Uma aventura congelante. Na versão francesa foi intitulada de "La Reigne des neiges". Tal característica é amplamente bem explorada nessa versão dupla da trilha sonora oficial da animação. Ela possui uma versão simples, com apenas 10 músicas, sendo a 10ª faixa a versão original de Let it go, com a Demi Lovato. Estas canções foram compostas pela dupla Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez. Sendo a maioria delas interpreta pelas personagens de Anna e Elsa, dubladas na versão original por Kristen Bell e Idina Menzel. Para a França, temos Anaïs Delva como Elsa e Emmylou Homs encarnando a Anna. Preferiram manter a versão original em inglês da faixa tema mesmo nessa versão, coisa de gravadora pra vender, muito provavelmente.

Após as músicas convencionais,  temos as canções tema que ambientam o filme, em sua maioria instrumentais, fruto do trabalho do canadense, conhecido por sua belas trilhas sonoras, Christophe Beck. Seu talento para o gênero pode ser percebido na lunática faixa "Winter's Waltz", na perturbadora "Sorcery" e com um agradável tom burlesco na faixa "Marshmallow Attack!".  
            O que podemos dizer desse disco? Nada além, nada faltando, incluindo cavalgada ofegante em "Return to Arendelle" e o belo agraciado pela faixa "Epílogo", com cara de final feliz. O que é complicado em trilhas de filmes é que a maioria das crianças provavelmente vão pulas as músicas instrumentais tão voluntaria e avidamente com o controle, o que também prejudica os pais que perderão a parte orquestral dessa seleção. A realização dos sonhos das crianças se revela um tanto que ingrata com o trabalho dos músicos e produtores. Vale uma conferida, especialmente para nós francófonos ou admiradores da música francesa/francófona ávidos por coisa nova.


Baixem bande sonore da La Reine des Neiges Aqui

Confiram o Clip de  Libérée, délivrée com a Anaïs Delva! 


quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Uma mensagem de fim de ano

Caríssimos(as) estou em débito com vocês, mas essa semana inda trarei-vos novidades da música francófona, com certeza. O mês de dezembro foi muito cheio e eu fiquei devendo umas postagens pelo fim de ano, aguardem-me!
A todas(as) muitas felicidades e realizações no ano vindouro. Abraços!!


sábado, 27 de dezembro de 2014

Various - Viva la France[A mixtape by Matt Reyes] [2009] CD - 179

E aí pessoal, desculpem a demora, mas 2014 foi cheio por demais! Trabalho e mestrado acabaram com meu tempo, então vamos correr atrás do prejuízo.
Já que o 2014 teve poucas postagens estou aqui trazendo uma última pra fechá-lo bem com chave de ouro. Trago-vos então uma pequena compilação que eu achei num blog a alguns atrás e que tava pedindo pra ser postada aqui.
"Viva la France" é uma coletânea de canções francesas contemporâneas, elaborada por um blogueiro americano, o Matt Heyes. Eu gostei muito, repleta de clássicos realmente vale a pena ouvir. 
"Le vent nous portera", interpretada pela banda de rock alternativo Noir Désir, é a primeira das canções escolhidas. Essa música fez sucesso no ano de 2001 e conta com a colaboração e a bela guitarra do Manu Chao, outro nome conhecido nas paradas francesas que dá seu toque todo especial. Em seguida temos a Coralie Clement com a conhecida "Samba de mon coeur qui bat", do album Salle des pas-perdus, totalmente inspirada na bossa nova, suave e cadenciada, nos leva por um mundo de mistura cultural, muito boa, recomendo. "Les larmes" uma de minhas preferidas nesse mixtape, é belissimamente interpreta pela Pauline Croze, um dos hits de 2005, ano de lançamento de seu primeiro disco, que leva seu nome, 'Pauline Croze[2005]', uma música tocante, gosto demais. E nossa sugestão musical segue com outro grande hit, Ondulé, do caricato, mas não menos talentoso, Mathieu Boogaerts. essa música, pasmem, apesar da roupagem com cara de dias atuais, foi inicialmente lançada em 1995, e se tornou um dos singles de seu primeiro disco, Super[1996]. Um clássico que eu só conheci graças às compilações do Putumayo. Boa demais, dançante e criativa.
Seguimos pelo caminho da canção agora com a bela "La forme et le fond", hit da cantora isrealense radicada na França, Karen Ann. Essa música é uma das faixa do disco Nolita[2004], Com voz de tonalidade frágil, com uma tonalidade sombria que lembra desilusão, gostei, ficou como se diz, 'tão francês', muito agradável. E para terminar temos a cativante "C'est plus pareil", última canção de nosso mixtape, é interpretada pelo grupo de  de pop-rock Holden, nome inspirado no personagem do escritor americano J. D. Salinger. Esse pessoal, que durou um tempo cantando em inglês lá na irlanda, traz um som que mistura pop, rock, jazz e por aí vai.  Essa faixa faz parte do segundo disco do Holden, que é mais rock, com várias influências visto seu nome latino Pedrolira[2002] que conta com a mixagem do músico e produtor de origem alemã, residente no Chile, Atom. Uma música leve, tocante, realmente uma excelente descoberta. 
É isso pessoal, espero que gostem e aguardem novas postagens. 5 estrelas para o nossa coletânea ;-)


Baixem o Viva la France Aqui

terça-feira, 15 de julho de 2014

Anggun - Echos [2011] CD - 178

Eita que quase esqueço de meus compromisso aqui pessoal. Desculpem a demora em atualizar. Estive preso com a seleção preso mestrado e com o trabalho e desde então, com o início das aulas fui me acomodando e deixando pra lá, acabei de que atrasando demais e haja atualização pra fazer. Mas vamos lá!
Trago-vos caros(as) amigos(as) nesse poste uma figura já publicada em nosso blog, a Anggun com seu último lançamento Echos(Versão francesa), um disco que eu indico, valeu a pena.
Echos possui uma versão anglófona em contra parte, um esquema bilíngue que segue a Anggun ao longe de sua carreira, tanto em francês quanto voltada aos falantes de línguas inglesa.
Apesar de ser uma celebridade na Indonésias, sua terra natal e possuir bastante notoriedade nas terras de Beaudelaire, com algumas canções bastante conhecidas, Anggun não tem reconhecidamente um estilo musical próprio, ela sempre canta tendências pop, digamos assim.
Lançado em 7 de novembro de 2011, Echos traz um pop mais adulto do que o conferido em outros trabalhos da artista, digamos assim e uma sonoridade mais calma, mas tranquila.
O primeiro single "Je partirai" é um título pop que segue uma vertente melancólica e dá o tom do álbum. Já no segundo hit lançado, "Mon meilleur amour ", ela nos apresenta uma faixa revestida com sons irlandeses, bem interessante.  Anggun vem trabalhando com uma grande equipe de produtores, compositores que rende-lhebons trabalhos, equipe essa que inclui nomes como Pierre Jaconelli, Vincent Baguian, Jean-Pierre Pilot e William Rousseau, dois compositores da famosa Ópera Rock, Mozart.  

O disco conta com textos bem elaborados , como nas faixas "Psychomaniaque" e "déracinée"
e um belo jogo sinfônico em "Promets-moi le ciel", uma canção marcante, composta por Axel Bauer. "L'année du serpent" é outra faixa na mesma linha que se destaca no álbum. Façlando da voz da Anggun em especial percebe-se que ela está mais contida nesse trabalhosem aqueles agudos agudos e notas altas tão comuns de outras épocas. Ao falarmos de temas explorados em Echos, posso dizer que existe uma certa variação, e que se voltam ao público feminino, como as cápsulas de efeito placebo e planos com menus pós-ruptura de relacionamento "Je crois en tout, preconceitos na faixa "L'etiquette", e por último, o pudor dos sentimentos em "J'ai appris le silence". Para os adeptos de Anggun versão original ele disponibilizou nessa versão 3 músicas em inglês, para lançamento em sua terra natal, a Indonésia. Eu aprovei o disco e essa Anggun mais leve e amadurecida, um verdadeiro Eco musical e intercultural. Abraços galera e curtam aí o trabalho da Anggun.




Se quiserem conferir Echos, baixem aqui


Confiram,o clipe da música "Je partirai" primeiro single desse álbum.

 

domingo, 8 de junho de 2014

Stromae - Racine Carré [2013] CD - 177

    

Um dos maiores artistas francófonos da atualidade, se não for o maior a nível de mundo. Madàmes et Monsieurs com vocês Stromae!
       Nosso artista ficou famoso em 2009/2010 com o Hit 'Alors on danse', uma música realmente pra ficar na história e assim que surgiam notícias sobre seu novo disco ficava a pergunta: Ele vai conseguir sobreviver e manter o sucesso? Sim, certamente o cara tem bala na agulha. Um verdadeiro empreendedor musical.
        E o que dizer de Racine Carré? Bem, um disco promissor. Lançado em 19 de agosto de 2013, esse disco marca a continuidade do artista mas com um ar renovado, o que prova que ele é um artista competente. Dessa vez seu trabalho apresenta influência da música africana, uma percussão pesada, assim como os ritmos de Cuba e a rumba congolesa. Ele explicou mais tarde em um depoimento que "queria adicionar esses sons que ouvia durante sua infância nas festas de família, mas sem cair no clichê de um retorno às raízes. "Amo a África, mas cresci na Bélgica ".
          Uma coisa é clara em Racine Carré, nele cada música nos faz vibrar de uma maneira particular, seja nas notas, seja na voz, ou pelas letras, Stromae nos transmite sensações de alegria ou de tristeza, às vezes melancolia, mas com um excelente desempenho. Embora os sons sejam em sua maioria eletrônicos, o que pode dar uma sensação de " um cd para dançar", temos sim um trabalho que como o anterior, possui um cenário pensado, um trabalho de pesquisa e um tanto de seriedade.
            Stromae, é o principal compositor do álbum que abrange estilos musicais como o hip-hop, o eletro e o world. O álbum oferece uma lista de músicas dançantes, mas seus textos abordam assuntos sérios ou contemporâneos, a exemplo, de 'Moules frites' canção, que na primeira audição, parece leve, mas quando analisamos um trecho dela temos: 'Paulo aime les moules frites, sans frites et sans mayooo',  "Paulo gosta das 'moules frites', sem fritas e sem maiô", que na letra original parece estar emn espanhol, em francês fica com o 'o' acentuado pelo circunflexo e na minha leitura se refere ao preservativo, que Paulo o personagem da música não usa e as frites, babatas fritas seriam as moças abordadas pelo mesmo, em outro momento dessa canção essa questão fica mais evidente, centrando-se no sentido das palavras, entendemos que se refere a AIDS, ou DSTs. 

            Os rappers Maître e Gims Orelsan colaboraram com a letra de sur le "AVF", que é a sigla de 'Allez-vous faire' ou em português 'Você vai para'. A faixa "Carmen" é uma adaptação da canção 'L'amour est un oiseau rebelle', (O amor é um pássaro rebelde), da ópera Carmen do compositor francês Georges Bizet.
     Racine Carré aborda temas como a alienação causada pelas redes sociais, incluindo o Twitter nessa mesma faixa, os fabricantes de cigarros e o câncer na faixa "Quand c'est", os problemas entre os casais em "Tous les mêmes" e "Formidable", as relações entre os povos a nível Norte-Sul, que são abordadas em "Humain à l'eau", os excessos  em "Ta fête, último single lançado e "Sommeil", uma de minhas preferidas. Um dos grandes hits do disco é  "Papaoutai", canção-single que rendeu excelente repercussão à esse disco, apresentando-o ao público. Essa canção evoca a questão do pai ausente.

Ainda falando de "Ta fête", 1ª música do disco, joga com o duplo sentido da expressão. Ela se encaixaria como resultado de "Alors on danse" hit do antigo CD que descreve o que acontece uma vez que a festa acabou e ele tem que enfrentar a realidade do quotidiano. Essa música é contagiante e a batida electro se mistura à guitarra africana, boa demais. Tão boa que virou o último single do CD e conseguiu representar a Bélgica como hino nacional da Copa de 2014 naquele país.  Uma forma excelente para divulgar esse single.
           Seguido a análise do disco, nos deparamos com Bâtard(bastardo em português), faz referência a Jacques Brel quando ele canta "Haa, perdão, o senhor não toma partido",  Ele denuncia a falta de um posicionamento e das divisões da sociedade em 'castas' evocando o racismo, assim como a homofobia e o sexismo. No refrão, ele continua: "Nem um nem o outro / Bastardo, você é, você foi, e continuar a ser/ Nem uma coisa nem outra, Eu fui, eu sou e continuarei eu mesmo. "
          O título do álbum se justifica, segundo o próprio Stromae como significando 'Racine', raiz e 'carrée', quadra, raiz quadrada então, ao mesmo tempo que faz referencia aos números, ao digital, à contagem numérica de nossos tempos e seu gosto pelas formas geométricas. Segundo ele, "fazer música é como fazer contas". 
          Bem interessante! Bem pessoal, é isso. Confiram Racine Carré e digam se realmente valeu a pena. E como avaliação final vos digo, que foi muito bom beber dessa mistura, cada vez mais rara nos dias de hoje que esse disco traz, principalmente quando avaliamos essa música pop insípida e peculiar da atualidade. Stromae é realmente um maestro, um artista com um talento inegável, capaz de nos fazer vibrar com treze diferentes maneiras, em treze faixas.
           Ele nos dá prazer em ouvir música eletrônica, com instrumentos reais, cantada em francês, um 'a' mais' num cenário musical dominado pelo inglês. Para mais novidades visitem seu site oficial Aqui ou seu Facebook oficial Aqui. Abraços do Monsieur Ribah ;-)


Confiram Racine Carré Aqui


Deem uma conferida em Papaoutai







quinta-feira, 5 de junho de 2014

Sobre os Downloads

Caros leitores e leitoras nosso blog está de volta como muitos já sabem e minhas preocupações voltam também. Momentaneamente estou testando o 4hared e os cds estão sendo upados com apenas a numeração do disco postado. O arquivo do mesmo jeito. Mas quando vocês extraírem o arquivo do winrar a pasta constará com o nome do disco e do artista. Espero que dessa forma eu não tenha mais problemas. Tenho 176 discos disponibilizados no blog, mas como a maioria deles foi perdida por conta das infrações e da pena por upar material protegido eu perdi quase tudo. Por isso terei de pouco a pouco disponibilizar esse material todo, pelo menos tentarei. Agradecido pela paciência e bom dia pra vocês todos(os)s.



sexta-feira, 30 de maio de 2014

Indila - Mini-Wold[2014] [CD 176]

Salut tout le monde! Monsieur Ribah de retour! o/ Vamos a nossa primeira postagem!
Caros leitores, je vous présente "l'enfant du monde", Indila!
Escolhi-a como postagem de retorno pessoal porque achei seu trabalho bastante relevante pra um recomeço. Mini-World é o primeiro disco desta que figura entre os artistas pop da atualidade francesa e sim eu gostei muito do dito cujo!
Nossa jovem de cabelos compridos chama-se Adila Sedraia e é sim francesa de origem, porém com ascendência indiana, cambojana, egípcia e argelina. Como ela mesma se define, "Uma criança do mundo'. nascida ainda nos anos 80. Influenciada por estilos musicais como o R'n'B, o rap e rilha sonora de filmes de Bollywood, Indila começa sua carreira no mundo da música em colaborações com vários artistas como OGB, Rohff, Soprano, TLF, Nessbeal, The Algérino, DJ Abdel ou Youssoupha. De início como compositora, assinando suas composições já como Indila.
               E o que dizer sobre  Mini-World? Bem, uma trabalho bem produzido, misturando elemento de uma música pop bem contemporânea, temas interessantes, elementos de músicas do oriente e  vocais pra lá de bons, ah e o recurso de outras línguas como Inglês e Hindi, apesar do Francês predominar. Indila construiu muito bem seu pequeno mundo musical, admito.
                 O disco começa com a faixa "Dernière danse", primeiro single, lançado em pleno 13 de novembro, meu aniversário, oia que riqueza! Pois é, boa escolha para um lançamento, essa faixa já conquistou assim que tocou nas rádios francesas e traz em sua ambientação antiga um 'q' de originalidade, um chame de  cartão postal, justo a esses elementos, a voz de início frágil e depois forte e imponente da Indila. "Tourner dans le vide" foi o segundo single e já traz uma roupagem mais oriental auxiliada pela voz exultante e mais agressiva da Indila que lembra músicas típicas do oriente médio. SOS é o terceiro single que será lançado ainda e traz a colaboração do rapper Youssoupha que em dupla com nossa cantora traz uma atmosfera mais sonho romântico. Com sua voz pequena, cheia de ecos ela nós lança um "SOS", mostrando vulnerabilidade. A interpretação é realmente um dos pontos fortes da Indila. Acompanhada por uma guitarra onipresente, ela oferece aqui uma bem-sucedida e calibrado título para tocar nas rádios. Grande potencial essa faixa tem, uma dos melhores do disco.
             "Comme un bateau " é a próxima faixa e nela vemos aquela atmosfera sombria e misteriosa dar lugar a uma roupagem mais acústica e uma melodia cativante. "Run Run", faixa 6 segue no ritmo do sucesso com um ritmo e uma batida envolventes, com uma sonoridade bem urbana, me fascinei por essa música que fala da correria diária nossa para sobrevivermos neste mundo capitalista, Gostei num nível 100%.  "Ego" é a próxima faixa, meio sombria, ela começa com uma batida totalmente 'They don't care about us" do Michael Jackson, uma música forte, com ares cinematográficos que nos impulsiona com uma refrão bem "Nós somos o mundo", agradou-me bastante.
                  Seguindo a análise do disco temos a próxima faixa "Boite en argent" canção ambientando uma "love story", aqui revive a melodia "boîte à musique". Classificada no estilo 'variedade', "Boite en angent" é uma canção na qual a autora lamenta a perda de seu grande amor. "Tu m'entends pas", próximo título do disco, negligencia a atmosfera dos singles para mostrar um estilo pop-folk acústico, que flui em um ritmo diferente do que foi oferecido no disco até agora, valeu pela diferença. O jogo de voz em seus versos e refrões os torna cativantes com as repetições
                        E chegamos à última faixa, Mini-World. Com ar cinematográfico poderia muito bem encerrar nos créditos de alguma película.Uma faixa com produção épica, one a cantora utiliza sua voz soando como uma névoa que se dissipa. Uma viajem! Aqui ela se vê naquele onirismo das primeiras faixas e fala de seu desejo de cantar e de escapar da realidade. Ela se despede e nesse 'mini-mundo' onde ela se conforta, fecha o disco. 
                       Para um primeiro álbum, "Mini-World" é sucesso, bem produzido, dirigido por uma voz inebriante e corais que dão ao trabalho uma dimensão épica. A música pop atual precisa de uma melhorada. Um disco com muitas influências que mantêm sua originalidade, vale a pena ouvir.

 
Mais sobre a Indila? Vão para sua página virtual oficial ou no Wikipedia clicando aqui.


Para nossa artista, ela mandou muito bem nesse trabalho. Aprovei.


Pessoal o link pro CD tá AQUI

Vídeo de Dernière danse para vocês conferirem ;-)






De Volta pessoal!!! Nous sommes de retour ^^


Pois é gente voltei! Fiquei com muitas saudades daqui e depois de muito refletir e refletir, medir, pensar, receber mensagens de apoio para que eu voltasse, ponderei e decidir encarar esse espaço mais uma vez. Espaço esse que faz parte de mim. Eu achei que havia fechado um ciclo, e fechei, mas o MF é mais que isso, eu me dei conta que o blog era parte de mim e era importante atualizá-lom esmo que não com tanta frequência. Pode ser que um dia eu venha a fechá-lo definitivamente, mas no momento a vontade que tenho é de prosseguir com esse espaço que tantas alegrias e contatos me proporcionou.
Atualmente ando me engajando na vida acadêmica e música e sala de aula é um dos temas que venho estudando, isso aqui não poderia ficar de fora. Decidi reativar o espaço que nunca foi fechado realmente, especialmente porque muitos pediram que eu mantivesse os textos on-line. Então o fiz. Pois é mes ami(e)s MonsieurRibah está de volta ;-) e já preparando a próxima postagem. 

Abraços em todos(as) e até ;-)


quinta-feira, 30 de maio de 2013

Claire Keim - Où il pleuvra [2011] CD - 175

Decidir o que escutar é sempre um desafio, pedidos e meu gosto pessoal e experiência musicais entram em conflito, mas é bom essa luta pelo que postar. O ruim seria não termos produção musical recente em francês não é mesmo?
Bem, é a segunda vez que falo dessa figura recente do mundo musical, mas dessa vez em uma produção autoral.
Claire Keim, ficou conhecida no meio musical com a bem sucedida participação no duo com Marc Lavoine em seu single Je ne veux qu'elle[2001].
Voltando um pouco mais no tempo, descobri que a Claire nasceu 08 de julho de 1975 em Senlis (Oise), e  foi apresentada ao mundo da atuação no Cours Florent, curso de arte dramática do Dominique Minot, em 1992. Ao lado da atividade de atriz  que a projetou no teatro, televisão e cinema com uma lista de mais de vinte filmes, incluindo Au Petit Marguery (1995), Le Roi danse (2000), Le Roman de Lulu (2001) e Féroce (2002), Claire Keim expande sua carreira aos registar uma música da trilha sonora da série Les Yeux d'Hélène 1994 (olhos série de Helen).
Além de sua participação no grupo Wakam de
electro jazz e no álbum do trio Les Nubians (2002). Claire Keim, como disse antes, ela participa de um dueto com Marc Lavoine ("Je ne veux qu'elle em 2001. A partir de 2005, a Claire passa a ter participação regular nas turnês do projeto Les Enfoirés até que em 2007, um primeiro concerto solo no Festival de Curta-Metragens em Draguignan.
O primeiro álbum de Claire Keim, este que vos apresento, teve seu lançamento adiado várias vezes, até que finalmente foi apresentado ao público em 10 de janeiro de 2011. Intitulado Où il pleuvra (Onde vai chover) o disco foi dirigido por Francis Cabrel, nome famosos do folk francês que assina o texto do primeiro single, "Ça Depend", um hit singular e uma ótima pedida para divulgar o álbum.
É interessante observar que normalmente poucas atrizes chegam ao ponto de gravar um disco e enfrentam certa dificuldade na aceitação do público ao se enveredarem por outro ramo artístico, no caso a música. Mas Claire Keim foi bem sucedida nessa tarefa, gravando seu primeiro trabalho discográfico.
Ela foi galgando os degraus da música pouco a pouco e o sucesso de Je ne veux qu'elle foi muito importante para testar a receptividade do público, a meu ver.
Où Il Pleuvra foi escrito e composto por Claire Keim, a exceção da faixa Ça depend que foi escrita pelo cantor Ours. Apesar de eu ter gostado do disco achei que precisava de mais melodias marcantes, visto sua limitada quantidade de canções, 10 faixas no total. No entanto, ele tem seus méritos como a faixa Mes silences, onde a voz aveludada da Claire é inserida num contexto mais rock, com verdadeira competência e Où il pleuvra, já citada antes e assinada em parte pelo conhecido  Francis Cabrel, que demonstra ser uma viagem sensual e estimulante para o ouvinte, fazendo você querer ouvir outras faixas do mesmo tipo.
As demais canções assemelham-se um pouco à carro-chefe. A participação do Ours nesse trabalho lhe rendeu uma cara de pop-folk típico (Ce matin, Tel que tu es e C'était mieux qu'avant), mas mesmo essa uniformidade me agradou bastante. Esse é um disco perfeito para uma noite chuvosa ao lado da fogueira ou como trilha sonora de um dia ensolarado e feliz.
Eu avalio o produto como de qualidade que atesta a boa escolha do repertório, perfeitamente adequado à voz da Claire. Sério pessoal, quando o baixei e comecei a ouvir achei que ia gostar bem menos. Uma agradável surpresa. ^^




Il pleuvra pode ser baixado Aqui  

Confiram a ensolarada Ça depend ;-)

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Autour de Lucie - Faux Mouvement [2000] CD - 174

Oi pessoal! A quanto tempo einh?! Pois é, decidi voltar. Pensei bem e me dei mais um tempo para avaliar se continuaria ou  não com o blog. Começei a sentir falta de produzir/ escrever e do contato com os leitores, apesar de ter um blog sobre música em francês, vejo que muita gente aprecia músicas em línguas pouco convencionais e tenho uma recepção do público muito boa. Então vamos lá! 
Para esse recomeço apresento-vos uma das grandes descobertas que fiz em 2012. Autour de Lucie, lembrem desse nome, pois eu jamais esquecerei:-)
Autour de Lucie é um grupo constituído por um membro permanente, a vocalista Valerie Leulliot, cantora e compositora do grupo, ela é a principal membro.
Essa banda foi formada em 1993, em Paris. Após o primeiro álbum,
L'échappée belle, deu-se a chegada do guitarrista Jean-Pierre Ensuque que com suas contribuições,
revela um lado mais sombrio do grupo, com o disco Immobile, lançado em 1997. Naquela época, a banda excursionou pelos Estados Unidos, onde obteve um certo reconhecimento do público.
O terceiro álbum, Faux Mouvement de 2000 é eletrônico e é teve a colaboração de Fabrice Dumont, baixista e arranjador desde o início do grupo, que em seguida passa a dedicar-se à seu segundo projeto, o grupo Telepopmusik. Frédéric Fortuny, até então confinado nos teclados durante a turnê do Autour, juntou-se ao grupo para lançar o quarto álbum intitulado
Noyés dans la masse de 2004, que traz o recém-chegado Sebastien Lafargue no baixo.
Em 2005, os projetos individuais distanciaram os membros do grupo: Valérie trabalhando em seu primeiro álbum solo com Sebastien Lafargue, Frédéric trabalhando com Fabrice em uma trilha sonora de filme, enquanto os dois outros membros do grupo participam de outras formações.
Atualmente, o grupo é composto por Valerie e Sebastian Leulliot Lafargue.
Exceto para o segundo e terceiro álbum, que foram publicados pela Columbia, Autour de Lucie publicou seus álbuns pelo selo Green Village.
Em abril de 2012, Autour de Lucie anuncia o lançamento de um disco novo, porém só agora em 2013 saiu um EP, chamado Ta Lumière Particulière.
Falando mais especificamente sobre Faux Mouvement, posso dizer que trata-se de um trabalho de excelente qualidade, constituindo o terceiro álbum do Autour de Lucie, é uma produção onde predominam o estilo ambiente e o eletrônico, mas sem deixar o pop completamente, seguindo uma roupagem  mais moderna, longe dos formatos típicos da estréia do grupo. 
Esse disco explora mais as sonoridades experimentais, um pouco de rock também com guitarras que dão uma atmosfera toda especial, tudo ambientado num clima de tristeza e ao mesmo tempo de apreensão e calmaria mais adiante, em falar nas letras inteligentes e na voz da Valérie, elementos que tornam a música do Autour de Lucie apaixonante e única, apesar de nortar uma certa semelhança com o estilo do conhecido grupo britânico de trip-hop Portishead.  Gostei muito das melodias das canções, em especial das faixas Je reviens(um dos singles desse disco), La contradiciton, Le salon e Chanson de cabre. Memoráveis! Altamente recomendável esse álbum. Divirtam-se!



Baixem Faux Mouvement Aqui


Confiram a faixa Je reviens. Belíssima!!

domingo, 21 de outubro de 2012

Luke - La vie presque [2001]

Eu já tinha ouvido falar do Luke por conta de sites de divulgação e de outros internautas, me lembro da capa do último CD deles que me chamou a atenção, mas foi uma compilação que postei aqui que descobri o potencial desses caras em seu primeiro álbum, La vie presque[2001], e é ele que representará o mês de outubro em nosso blog.
Claro que para ele ter vindo parar aqui me agradou bastante, e obviamente tinha de colocá-lo aqui opara vossa apreciação :-)
Luke é uma banda de rock francesa formada em 1998 em Aquitaine. O grupo de Bordeaux formado após a última turnê de seus primeiros integrantes como grupo Spring, do qual Christophe Plantier (guitarra) e Thomas Boulard faziam parte. À dupla juntaram-se Ludovic Morillon (bateria), Stéphane Bouvier (baixo) e Guillaneuf Cirilo (teclados). Juntos como grupo Luke enviam suas primeiras demos e um uma espécie de EP com 7 faixas auto-produzido em 1999, até serem descobertos pelo selo Green Village, cujas instalações tinham hábitos Thomas Boulard antes de assinar. Em 2000 eles lançaram um primeiro CD-maxi com quatro músicas, chamado Je n'éclaire que moi. Finalmente em 2001, lançam seu álbum de estréia La vie presque[2001] com uma mistura de rock francês e Britpop(pop britânico). Depois de uma turnê de 120 datas, acontece a primeira dissolução.
              Em abril de 2004 lançam o segundo álbum, La tête en Arrière. Esse disco ao contrário do anterior traz uma roupagem mais rock com composições mais diretas, curtos e cativantes. Obteve um sucesso considerável, vendendo cerca de 300 mil cópias. O grupo retorna para de configuração de quinteto com a chegada do guitarrista Bayrem Benamor recrutado através da Internet. No mesmo ano, o tecladista Guillauneuf Cyril deixou a banda. Em 2005, Jean-Pierre Ensuque (ex-integrante do Autour de Lucie) substitui Benamor.
                Em setembro de 2007, lançam o terceiro álbum da banda,
Les Enfants de Saturne, impulsionado pelo sucesso do single La Terre ferme, alcança a oitava posição. E no ano seguinte sai o primeiro álbum ao vivo, Où En Est La Nuit, um testemunho da energia do grupo no palco.Depois de um longo trabalho de estúdio disponível para os fãs online, o Luke vem à tona em fevereiro de 2010, com o álbum de rock D'Autre Part ainda, cheio de energia contagiante.

           Falando especificamente de La Vie Presque pode-se dizer que é trabalho caracterizado pelo uso intensivo do falar/ cantar feito pelo vocalista Thomas Boulard. Confesso que em alguns momentos esse recurso fica meio chato, mas dá p/ aguentar.     
Eles foram os pioneiros na linha Noir Désir, produzindo harmonias que sutilmente variam entre o pop descolado e a chanson francesa atual, a exemplo temos a faixa Dimanche de vote. Eles produziram um melancólico sem ser triste, com cara de outono, visto a data de lançamento coincidir com a estação no hemisfério norte, mas sem o frio típico. Esse disco seduz de cara, posso dizer com propriedade, pois me encantei logo com a primeira faixa, Se taire, uma das melhores.  
          Desde as primeiras notas Luke coloca em nossos ouvidos, guitarras doces e arredondadas com melodias saltitantes, Comme un gant é um delicioso exemplo, gosto muito dessa música. 
        Somos transportado por peças finais, leves, conduzidas com a voz tranquila do Thomas, palavras sussuradas, que descrevem situações, sentimentos, um monte deles! La cour des grands, J'aurais aimé te plaire e Xoldo, toda instrumental, são faixas que vale a pena dedicar um pouco mais de atenção. Às vezes doce, às vezes nostálgico, às vezes violento, exitante, combativo ou resignado. Um trabalho completo, eu diria, uma mistura eficaz de estilos musicais, idéias e melodias bem produzidas. Apreciem caros leitores, aproveitem e comentem!



Baixem o La vie Presque Aqui


Se taire para vocês curtirem :-)


domingo, 16 de setembro de 2012

Nolwenn Leroy - Bretonne [2010]

Eu gosto muito de muito de música celta, e para muitos que não sabem a França tem raízes celtas que remontam a séculos de história e cultura que poucos conhecem. Essa artista que vos trago hoje é a prova desse universo musical desconhecido, direto das terras da Bretanha, Nolween Leroy.
Nascida em 28 de setembro de 1982 em Saint-Renan, Finistère, Nolwenn Leroy é filha do ex-jogador de futebol profissional Jean-Luc Le Magueresse e Leroy Muriel. Viveu seus primeiros anos entre a Grã-Bretanha, incluindo Plabennec e Guingamp, Île-de-France Nord-Pas-de-Calais, de acordo com os movimentos da família. Aos 11 anos, após o divórcio de seus pais, mudou-se com sua mãe e irmã para São Kay Yorre (Allier). Segue-se então seus estudos na escola em Vichy Célestins e aprendeu o violino, além do piano e harpa.
            Em1998, ela passou um ano em Hamilton, Ohio, por meio de programa de intercâmbio internacional do Rotary Club, aprendendo falar fluentemente Inglês. Retornando à França, dedicou-se ao canto no Conservatório de Vichy.
Porém um fato curioso, antes de tentar a carreira artística, ela havia se programado para o direito anglo-americano, de início ela almejava uma carreira diplomática na ONU ou em alguma ONG, que bom que isso não aconteceu.

          Lançado em 6 de Dezembro de 2010 e tem uma reedição com sete títulos adicionais 28 de novembro de 2011. Este é um álbum dedicado à Bretanha e música celta que marcou Nolwenn, misturando canções tradicionais, a música de variedade moderna mistura à música celta. Ele inclui músicas tradicionais Bretãs, algumas dos quais foram popularizadas por Alan Stivell e Yann Tri, bem como covers de canções mais recentes e uma canção original, Je ne serai jamais ta Parisienne assinada por Christophe Miossec. Paradoxalmente, apesar de um tema e um diretório com foco na Bretanha, contudo instrumentos específicos bretãos como a gaita de foles e bombardeia estão ausentes neste álbum, o acompanhamento musical centra-se no folk tradicional irlandês e pop/rock. Certificado disco diamante  na França, Bretonne vendeu mais de um milhão cópias e fez sua intérprete receber em maio de 2012 um diamant2 disco duplo. Após a sua publicação na Alemanha, sendo bem sucedido, é lançado internacionalmente em julho de 2012.
Nolwenn nos faz redescobrir as mais belas canções de sua terra natal com esse trabalho, sinceramente difícil de decidir uma qual a melhor canção, gostei de todasmas vou destacar Tri-martolod, Brest, a melancólica Mná na h-Éireann, La Jument de Michao, Le Bagad de Lann-Bihoué. Definitivamente um disco apaixonante para quem curte cultura celta. Um regresso a casa ela se preparou durante muitos anos. Além da qualidade musical, vale salientar que esse disco é cantado em Bretão, francês, inglês contemnporâneo e medieval, além de neo-irlandês tradicional. O album conta com a poderosa colaboração(arranjos) de Jon Kelly, que produziu para grandes nomes como Paul McCartney, Kate Bush, Duffy, Heather Nova, Melody Gardot e músicos escoceses, ingleses e irlandeses.  Nolwenn traz de volta os dias de grandes canções típicas em um álbum celta tradicional cheio de brilho, muito pessoal, e pop decididamente moderno Aproveitem! Ah, antes que eu esqueça, esse disco possui uma versão de luxo com 7 faixas bônus em inglês, depois eu posto aqui ;-) Sium, não esquecendo da belíssima versão de Sunday Bloody sunday, que eu desenrolei na web, pois é faixar escondida no CD original e não veio no arquivo, essa música tem tempos e foi gravada inicialmente pelo consagrado U2, também merece destaque.
Mais sobre a Nolwenn? Aqui.
 

 Querem ouvir a Nolwenn, baixem Aqui.

La Jument de Michao pra vocês ;-)