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terça-feira, 15 de julho de 2014

Anggun - Echos [2011] CD - 178

Eita que quase esqueço de meus compromisso aqui pessoal. Desculpem a demora em atualizar. Estive preso com a seleção preso mestrado e com o trabalho e desde então, com o início das aulas fui me acomodando e deixando pra lá, acabei de que atrasando demais e haja atualização pra fazer. Mas vamos lá!
Trago-vos caros(as) amigos(as) nesse poste uma figura já publicada em nosso blog, a Anggun com seu último lançamento Echos(Versão francesa), um disco que eu indico, valeu a pena.
Echos possui uma versão anglófona em contra parte, um esquema bilíngue que segue a Anggun ao longe de sua carreira, tanto em francês quanto voltada aos falantes de línguas inglesa.
Apesar de ser uma celebridade na Indonésias, sua terra natal e possuir bastante notoriedade nas terras de Beaudelaire, com algumas canções bastante conhecidas, Anggun não tem reconhecidamente um estilo musical próprio, ela sempre canta tendências pop, digamos assim.
Lançado em 7 de novembro de 2011, Echos traz um pop mais adulto do que o conferido em outros trabalhos da artista, digamos assim e uma sonoridade mais calma, mas tranquila.
O primeiro single "Je partirai" é um título pop que segue uma vertente melancólica e dá o tom do álbum. Já no segundo hit lançado, "Mon meilleur amour ", ela nos apresenta uma faixa revestida com sons irlandeses, bem interessante.  Anggun vem trabalhando com uma grande equipe de produtores, compositores que rende-lhebons trabalhos, equipe essa que inclui nomes como Pierre Jaconelli, Vincent Baguian, Jean-Pierre Pilot e William Rousseau, dois compositores da famosa Ópera Rock, Mozart.  

O disco conta com textos bem elaborados , como nas faixas "Psychomaniaque" e "déracinée"
e um belo jogo sinfônico em "Promets-moi le ciel", uma canção marcante, composta por Axel Bauer. "L'année du serpent" é outra faixa na mesma linha que se destaca no álbum. Façlando da voz da Anggun em especial percebe-se que ela está mais contida nesse trabalhosem aqueles agudos agudos e notas altas tão comuns de outras épocas. Ao falarmos de temas explorados em Echos, posso dizer que existe uma certa variação, e que se voltam ao público feminino, como as cápsulas de efeito placebo e planos com menus pós-ruptura de relacionamento "Je crois en tout, preconceitos na faixa "L'etiquette", e por último, o pudor dos sentimentos em "J'ai appris le silence". Para os adeptos de Anggun versão original ele disponibilizou nessa versão 3 músicas em inglês, para lançamento em sua terra natal, a Indonésia. Eu aprovei o disco e essa Anggun mais leve e amadurecida, um verdadeiro Eco musical e intercultural. Abraços galera e curtam aí o trabalho da Anggun.




Se quiserem conferir Echos, baixem aqui


Confiram,o clipe da música "Je partirai" primeiro single desse álbum.

 

domingo, 8 de junho de 2014

Stromae - Racine Carré [2013] CD - 177

    

Um dos maiores artistas francófonos da atualidade, se não for o maior a nível de mundo. Madàmes et Monsieurs com vocês Stromae!
       Nosso artista ficou famoso em 2009/2010 com o Hit 'Alors on danse', uma música realmente pra ficar na história e assim que surgiam notícias sobre seu novo disco ficava a pergunta: Ele vai conseguir sobreviver e manter o sucesso? Sim, certamente o cara tem bala na agulha. Um verdadeiro empreendedor musical.
        E o que dizer de Racine Carré? Bem, um disco promissor. Lançado em 19 de agosto de 2013, esse disco marca a continuidade do artista mas com um ar renovado, o que prova que ele é um artista competente. Dessa vez seu trabalho apresenta influência da música africana, uma percussão pesada, assim como os ritmos de Cuba e a rumba congolesa. Ele explicou mais tarde em um depoimento que "queria adicionar esses sons que ouvia durante sua infância nas festas de família, mas sem cair no clichê de um retorno às raízes. "Amo a África, mas cresci na Bélgica ".
          Uma coisa é clara em Racine Carré, nele cada música nos faz vibrar de uma maneira particular, seja nas notas, seja na voz, ou pelas letras, Stromae nos transmite sensações de alegria ou de tristeza, às vezes melancolia, mas com um excelente desempenho. Embora os sons sejam em sua maioria eletrônicos, o que pode dar uma sensação de " um cd para dançar", temos sim um trabalho que como o anterior, possui um cenário pensado, um trabalho de pesquisa e um tanto de seriedade.
            Stromae, é o principal compositor do álbum que abrange estilos musicais como o hip-hop, o eletro e o world. O álbum oferece uma lista de músicas dançantes, mas seus textos abordam assuntos sérios ou contemporâneos, a exemplo, de 'Moules frites' canção, que na primeira audição, parece leve, mas quando analisamos um trecho dela temos: 'Paulo aime les moules frites, sans frites et sans mayooo',  "Paulo gosta das 'moules frites', sem fritas e sem maiô", que na letra original parece estar emn espanhol, em francês fica com o 'o' acentuado pelo circunflexo e na minha leitura se refere ao preservativo, que Paulo o personagem da música não usa e as frites, babatas fritas seriam as moças abordadas pelo mesmo, em outro momento dessa canção essa questão fica mais evidente, centrando-se no sentido das palavras, entendemos que se refere a AIDS, ou DSTs. 

            Os rappers Maître e Gims Orelsan colaboraram com a letra de sur le "AVF", que é a sigla de 'Allez-vous faire' ou em português 'Você vai para'. A faixa "Carmen" é uma adaptação da canção 'L'amour est un oiseau rebelle', (O amor é um pássaro rebelde), da ópera Carmen do compositor francês Georges Bizet.
     Racine Carré aborda temas como a alienação causada pelas redes sociais, incluindo o Twitter nessa mesma faixa, os fabricantes de cigarros e o câncer na faixa "Quand c'est", os problemas entre os casais em "Tous les mêmes" e "Formidable", as relações entre os povos a nível Norte-Sul, que são abordadas em "Humain à l'eau", os excessos  em "Ta fête, último single lançado e "Sommeil", uma de minhas preferidas. Um dos grandes hits do disco é  "Papaoutai", canção-single que rendeu excelente repercussão à esse disco, apresentando-o ao público. Essa canção evoca a questão do pai ausente.

Ainda falando de "Ta fête", 1ª música do disco, joga com o duplo sentido da expressão. Ela se encaixaria como resultado de "Alors on danse" hit do antigo CD que descreve o que acontece uma vez que a festa acabou e ele tem que enfrentar a realidade do quotidiano. Essa música é contagiante e a batida electro se mistura à guitarra africana, boa demais. Tão boa que virou o último single do CD e conseguiu representar a Bélgica como hino nacional da Copa de 2014 naquele país.  Uma forma excelente para divulgar esse single.
           Seguido a análise do disco, nos deparamos com Bâtard(bastardo em português), faz referência a Jacques Brel quando ele canta "Haa, perdão, o senhor não toma partido",  Ele denuncia a falta de um posicionamento e das divisões da sociedade em 'castas' evocando o racismo, assim como a homofobia e o sexismo. No refrão, ele continua: "Nem um nem o outro / Bastardo, você é, você foi, e continuar a ser/ Nem uma coisa nem outra, Eu fui, eu sou e continuarei eu mesmo. "
          O título do álbum se justifica, segundo o próprio Stromae como significando 'Racine', raiz e 'carrée', quadra, raiz quadrada então, ao mesmo tempo que faz referencia aos números, ao digital, à contagem numérica de nossos tempos e seu gosto pelas formas geométricas. Segundo ele, "fazer música é como fazer contas". 
          Bem interessante! Bem pessoal, é isso. Confiram Racine Carré e digam se realmente valeu a pena. E como avaliação final vos digo, que foi muito bom beber dessa mistura, cada vez mais rara nos dias de hoje que esse disco traz, principalmente quando avaliamos essa música pop insípida e peculiar da atualidade. Stromae é realmente um maestro, um artista com um talento inegável, capaz de nos fazer vibrar com treze diferentes maneiras, em treze faixas.
           Ele nos dá prazer em ouvir música eletrônica, com instrumentos reais, cantada em francês, um 'a' mais' num cenário musical dominado pelo inglês. Para mais novidades visitem seu site oficial Aqui ou seu Facebook oficial Aqui. Abraços do Monsieur Ribah ;-)


Confiram Racine Carré Aqui


Deem uma conferida em Papaoutai







quinta-feira, 5 de junho de 2014

Sobre os Downloads

Caros leitores e leitoras nosso blog está de volta como muitos já sabem e minhas preocupações voltam também. Momentaneamente estou testando o 4hared e os cds estão sendo upados com apenas a numeração do disco postado. O arquivo do mesmo jeito. Mas quando vocês extraírem o arquivo do winrar a pasta constará com o nome do disco e do artista. Espero que dessa forma eu não tenha mais problemas. Tenho 176 discos disponibilizados no blog, mas como a maioria deles foi perdida por conta das infrações e da pena por upar material protegido eu perdi quase tudo. Por isso terei de pouco a pouco disponibilizar esse material todo, pelo menos tentarei. Agradecido pela paciência e bom dia pra vocês todos(os)s.



sexta-feira, 30 de maio de 2014

Indila - Mini-Wold[2014] [CD 176]

Salut tout le monde! Monsieur Ribah de retour! o/ Vamos a nossa primeira postagem!
Caros leitores, je vous présente "l'enfant du monde", Indila!
Escolhi-a como postagem de retorno pessoal porque achei seu trabalho bastante relevante pra um recomeço. Mini-World é o primeiro disco desta que figura entre os artistas pop da atualidade francesa e sim eu gostei muito do dito cujo!
Nossa jovem de cabelos compridos chama-se Adila Sedraia e é sim francesa de origem, porém com ascendência indiana, cambojana, egípcia e argelina. Como ela mesma se define, "Uma criança do mundo'. nascida ainda nos anos 80. Influenciada por estilos musicais como o R'n'B, o rap e rilha sonora de filmes de Bollywood, Indila começa sua carreira no mundo da música em colaborações com vários artistas como OGB, Rohff, Soprano, TLF, Nessbeal, The Algérino, DJ Abdel ou Youssoupha. De início como compositora, assinando suas composições já como Indila.
               E o que dizer sobre  Mini-World? Bem, uma trabalho bem produzido, misturando elemento de uma música pop bem contemporânea, temas interessantes, elementos de músicas do oriente e  vocais pra lá de bons, ah e o recurso de outras línguas como Inglês e Hindi, apesar do Francês predominar. Indila construiu muito bem seu pequeno mundo musical, admito.
                 O disco começa com a faixa "Dernière danse", primeiro single, lançado em pleno 13 de novembro, meu aniversário, oia que riqueza! Pois é, boa escolha para um lançamento, essa faixa já conquistou assim que tocou nas rádios francesas e traz em sua ambientação antiga um 'q' de originalidade, um chame de  cartão postal, justo a esses elementos, a voz de início frágil e depois forte e imponente da Indila. "Tourner dans le vide" foi o segundo single e já traz uma roupagem mais oriental auxiliada pela voz exultante e mais agressiva da Indila que lembra músicas típicas do oriente médio. SOS é o terceiro single que será lançado ainda e traz a colaboração do rapper Youssoupha que em dupla com nossa cantora traz uma atmosfera mais sonho romântico. Com sua voz pequena, cheia de ecos ela nós lança um "SOS", mostrando vulnerabilidade. A interpretação é realmente um dos pontos fortes da Indila. Acompanhada por uma guitarra onipresente, ela oferece aqui uma bem-sucedida e calibrado título para tocar nas rádios. Grande potencial essa faixa tem, uma dos melhores do disco.
             "Comme un bateau " é a próxima faixa e nela vemos aquela atmosfera sombria e misteriosa dar lugar a uma roupagem mais acústica e uma melodia cativante. "Run Run", faixa 6 segue no ritmo do sucesso com um ritmo e uma batida envolventes, com uma sonoridade bem urbana, me fascinei por essa música que fala da correria diária nossa para sobrevivermos neste mundo capitalista, Gostei num nível 100%.  "Ego" é a próxima faixa, meio sombria, ela começa com uma batida totalmente 'They don't care about us" do Michael Jackson, uma música forte, com ares cinematográficos que nos impulsiona com uma refrão bem "Nós somos o mundo", agradou-me bastante.
                  Seguindo a análise do disco temos a próxima faixa "Boite en argent" canção ambientando uma "love story", aqui revive a melodia "boîte à musique". Classificada no estilo 'variedade', "Boite en angent" é uma canção na qual a autora lamenta a perda de seu grande amor. "Tu m'entends pas", próximo título do disco, negligencia a atmosfera dos singles para mostrar um estilo pop-folk acústico, que flui em um ritmo diferente do que foi oferecido no disco até agora, valeu pela diferença. O jogo de voz em seus versos e refrões os torna cativantes com as repetições. 
                        E chegamos à última faixa, Mini-World. Com ar cinematográfico poderia muito bem encerrar nos créditos de alguma película.Uma faixa com produção épica, one a cantora utiliza sua voz soando como uma névoa que se dissipa. Uma viajem! Aqui ela se vê naquele onirismo das primeiras faixas e fala de seu desejo de cantar e de escapar da realidade. Ela se despede e nesse 'mini-mundo' onde ela se conforta, fecha o disco. 
                       Para um primeiro álbum, "Mini-World" é sucesso, bem produzido, dirigido por uma voz inebriante e corais que dão ao trabalho uma dimensão épica. A música pop atual precisa de uma melhorada. Um disco com muitas influências que mantêm sua originalidade, vale a pena ouvir.

 
Mais sobre a Indila? Vão para sua página virtual oficial ou no Wikipedia clicando aqui.


Para nossa artista, ela mandou muito bem nesse trabalho. Aprovei.


Pessoal o link pro CD tá AQUI

Vídeo de Dernière danse para vocês conferirem ;-)






De Volta pessoal!!! Nous sommes de retour ^^


Pois é gente voltei! Fiquei com muitas saudades daqui e depois de muito refletir e refletir, medir, pensar, receber mensagens de apoio para que eu voltasse, ponderei e decidir encarar esse espaço mais uma vez. Espaço esse que faz parte de mim. Eu achei que havia fechado um ciclo, e fechei, mas o MF é mais que isso, eu me dei conta que o blog era parte de mim e era importante atualizá-lom esmo que não com tanta frequência. Pode ser que um dia eu venha a fechá-lo definitivamente, mas no momento a vontade que tenho é de prosseguir com esse espaço que tantas alegrias e contatos me proporcionou.
Atualmente ando me engajando na vida acadêmica e música e sala de aula é um dos temas que venho estudando, isso aqui não poderia ficar de fora. Decidi reativar o espaço que nunca foi fechado realmente, especialmente porque muitos pediram que eu mantivesse os textos on-line. Então o fiz. Pois é mes ami(e)s MonsieurRibah está de volta ;-) e já preparando a próxima postagem. 

Abraços em todos(as) e até ;-)


quinta-feira, 30 de maio de 2013

Claire Keim - Où il pleuvra [2011] CD - 175

Decidir o que escutar é sempre um desafio, pedidos e meu gosto pessoal e experiência musicais entram em conflito, mas é bom essa luta pelo que postar. O ruim seria não termos produção musical recente em francês não é mesmo?
Bem, é a segunda vez que falo dessa figura recente do mundo musical, mas dessa vez em uma produção autoral.
Claire Keim, ficou conhecida no meio musical com a bem sucedida participação no duo com Marc Lavoine em seu single Je ne veux qu'elle[2001].
Voltando um pouco mais no tempo, descobri que a Claire nasceu 08 de julho de 1975 em Senlis (Oise), e  foi apresentada ao mundo da atuação no Cours Florent, curso de arte dramática do Dominique Minot, em 1992. Ao lado da atividade de atriz  que a projetou no teatro, televisão e cinema com uma lista de mais de vinte filmes, incluindo Au Petit Marguery (1995), Le Roi danse (2000), Le Roman de Lulu (2001) e Féroce (2002), Claire Keim expande sua carreira aos registar uma música da trilha sonora da série Les Yeux d'Hélène 1994 (olhos série de Helen).
Além de sua participação no grupo Wakam de
electro jazz e no álbum do trio Les Nubians (2002). Claire Keim, como disse antes, ela participa de um dueto com Marc Lavoine ("Je ne veux qu'elle em 2001. A partir de 2005, a Claire passa a ter participação regular nas turnês do projeto Les Enfoirés até que em 2007, dá um primeiro concerto solo no Festival de Curta-Metragens em Draguignan.
O primeiro álbum de Claire Keim, este que vos apresento, teve seu lançamento adiado várias vezes, até que finalmente foi apresentado ao público em 10 de janeiro de 2011. Intitulado Où il pleuvra (Onde vai chover) o disco foi dirigido por Francis Cabrel, nome famosos do folk francês que assina o texto do primeiro single, "Ça Depend", um hit singular e uma ótima pedida para divulgar o álbum.
É interessante observar que normalmente poucas atrizes chegam ao ponto de gravar um disco e enfrentam certa dificuldade na aceitação do público ao se enveredarem por outro ramo artístico, no caso a música. Mas Claire Keim foi bem sucedida nessa tarefa, gravando seu primeiro trabalho discográfico.
Ela foi galgando os degraus da música pouco a pouco e o sucesso de Je ne veux qu'elle foi muito importante para testar a receptividade do público, a meu ver.
Où Il Pleuvra foi escrito e composto por Claire Keim, a exceção da faixa Ça depend que foi escrita pelo cantor Ours. Apesar de eu ter gostado do disco achei que precisava de mais melodias marcantes, visto sua limitada quantidade de canções, 10 faixas no total. No entanto, ele tem seus méritos como a faixa Mes silences, onde a voz aveludada da Claire é inserida num contexto mais rock, com verdadeira competência e Où il pleuvra, já citada antes e assinada em parte pelo conhecido  Francis Cabrel, que demonstra ser uma viagem sensual e estimulante para o ouvinte, fazendo você querer ouvir outras faixas do mesmo tipo.
As demais canções assemelham-se um pouco à carro-chefe. A participação do Ours nesse trabalho lhe rendeu uma cara de pop-folk típico (Ce matin, Tel que tu es e C'était mieux qu'avant), mas mesmo essa uniformidade me agradou bastante. Esse é um disco perfeito para uma noite chuvosa ao lado da fogueira ou como trilha sonora de um dia ensolarado e feliz.
Eu avalio o produto como de qualidade que atesta a boa escolha do repertório, perfeitamente adequado à voz da Claire. Sério pessoal, quando o baixei e comecei a ouvir achei que ia gostar bem menos. Uma agradável surpresa. ^^




Il pleuvra pode ser baixado Aqui  

Confiram a ensolarada Ça depend ;-)

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Autour de Lucie - Faux Mouvement [2000] CD - 174

Oi pessoal! A quanto tempo einh?! Pois é, decidi voltar. Pensei bem e me dei mais um tempo para avaliar se continuaria ou  não com o blog. Começei a sentir falta de produzir/ escrever e do contato com os leitores, apesar de ter um blog sobre música em francês, vejo que muita gente aprecia músicas em línguas pouco convencionais e tenho uma recepção do público muito boa. Então vamos lá! 
Para esse recomeço apresento-vos uma das grandes descobertas que fiz em 2012. Autour de Lucie, lembrem desse nome, pois eu jamais esquecerei:-)
Autour de Lucie é um grupo constituído por um membro permanente, a vocalista Valerie Leulliot, cantora e compositora do grupo, ela é a principal membro.
Essa banda foi formada em 1993, em Paris. Após o primeiro álbum,
L'échappée belle, deu-se a chegada do guitarrista Jean-Pierre Ensuque que com suas contribuições,
revela um lado mais sombrio do grupo, com o disco Immobile, lançado em 1997. Naquela época, a banda excursionou pelos Estados Unidos, onde obteve um certo reconhecimento do público.
O terceiro álbum, Faux Mouvement de 2000 é eletrônico e é teve a colaboração de Fabrice Dumont, baixista e arranjador desde o início do grupo, que em seguida passa a dedicar-se à seu segundo projeto, o grupo Telepopmusik. Frédéric Fortuny, até então confinado nos teclados durante a turnê do Autour, juntou-se ao grupo para lançar o quarto álbum intitulado
Noyés dans la masse de 2004, que traz o recém-chegado Sebastien Lafargue no baixo.
Em 2005, os projetos individuais distanciaram os membros do grupo: Valérie trabalhando em seu primeiro álbum solo com Sebastien Lafargue, Frédéric trabalhando com Fabrice em uma trilha sonora de filme, enquanto os dois outros membros do grupo participam de outras formações.
Atualmente, o grupo é composto por Valerie e Sebastian Leulliot Lafargue.
Exceto para o segundo e terceiro álbum, que foram publicados pela Columbia, Autour de Lucie publicou seus álbuns pelo selo Green Village.
Em abril de 2012, Autour de Lucie anuncia o lançamento de um disco novo, porém só agora em 2013 saiu um EP, chamado Ta Lumière Particulière.
Falando mais especificamente sobre Faux Mouvement, posso dizer que trata-se de um trabalho de excelente qualidade, constituindo o terceiro álbum do Autour de Lucie, é uma produção onde predominam o estilo ambiente e o eletrônico, mas sem deixar o pop completamente, seguindo uma roupagem  mais moderna, longe dos formatos típicos da estréia do grupo. 
Esse disco explora mais as sonoridades experimentais, um pouco de rock também com guitarras que dão uma atmosfera toda especial, tudo ambientado num clima de tristeza e ao mesmo tempo de apreensão e calmaria mais adiante, em falar nas letras inteligentes e na voz da Valérie, elementos que tornam a música do Autour de Lucie apaixonante e única, apesar de nortar uma certa semelhança com o estilo do conhecido grupo britânico de trip-hop Portishead.  Gostei muito das melodias das canções, em especial das faixas Je reviens(um dos singles desse disco), La contradiciton, Le salon e Chanson de cabre. Memoráveis! Altamente recomendável esse álbum. Divirtam-se!



Baixem Faux Mouvement Aqui


Confiram a faixa Je reviens. Belíssima!!