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terça-feira, 20 de março de 2012

Zazie - Made in Love [1998]

Oi pessoal, demorei mas aqui estou trazendo-vos mais indicações da música francófona. Sou completamente suspeito quando falo da Zazie, primeira indicação de março. Fui ouvindo-a de leve, e curtindo, pouco a pouco passei a apreciar suas canções, tanto pela produção, por sua voz inconfundível e a forma como trabalha os temas escolhidos para seus trabalhos. Eu decidi que queria ter sua discografia, pelo menos em parte, original.
Parte de sua discografia se encontra aqui, e Mande in Love, não poderia faltar. Muito bom demais da conta!
Demonstrando ser completamente independente em seu trabalho, Zazie, na verdade, marcou sua carreira como uma artista de qualidade, esse trabalho prova isso.
Sendo seu 3º álbum de
estúdio, Made in Love foi lançado em 11 de maio de 1998 e foi produzido por Ali Staton, Pierre Jaconelli e pela própria Zazie, alcançando a marca de 400. 000 exemplares vendidos. Letras e música quase exclusivamente compostas pela Zazie à exceção de "Chanson d'ami", escrita por Phil Baron, muito bonita.
Neste trabalho temos um reforço na consolidação de sua carreira com
um álbum de som mais rico e mais profundo que os anteriores, bem sucedidos entretanto. Temos canções mais tristes, escuros e vibrantes como a canção-título, assim como canções mais suaves a exemplo de "« Ca fait mal et ça fait rien », que por sinal teve o vídeo censurado pelo CSA. Temos ainda "Tout le monde", faixa também controversa que eu conheci melhor através do DVD Rodeo Tour. Esta canção tornou-se um hino tecno-pop anti-Fn(Front National, partido de extrema direita de cunho nacionalista, fundado por Jean-Marie le Pen) e continua atual até os dias de hoje. Tous des anges é outro título de peso, suave, com um ar melancólico pra começar o CD bem "estilosamente". Eu gostei muito de Cyber, remixada no DVD Rodeo Tour, ficando mais interessante ainda.
O que fica claro é que a Zazie
construiu um universo real, todo seu, pleno de inovação, de experimentos e bem sucedidas criações. Sua voz frágil invade-nos e transmite a arte sincera, o artista verdadeiro que produz sem o controle das tendências mercadológicas que tanto matam a "arte verdadeira", criada com o coração.
Algumas curiosidades:
O álbum deveria 5 de maio, mas o lançamento foi adiado alguns dias para evitar sair ao mesmo tempo, como CD ao vivo do Pascal Obispo. O último sinal aqui nenhum título, mas, apesar disso, trabalhou em uma canção, a Amazone, que acabou por ser descartada.
Made in Love foi lançado em diferentes edições: uma edição normal, uma edição digipack e uma edição deluxe, incluindo a versão clássica do álbum clássico e a promo, tudo em uma grande caixa. O álbum também foi lançado no Japão.

Graças a
ele, Zazie tornou-se necessária em fins de milênio e por toda a extensão dos anos 2000, como um artista essencial da música pop francesa, com temas tão contemporâneos quanto a ecologia, a influência da internet, a mulher-objeto ou as guerras no norte da África. Um disco para se ouvir cuidadosamente.
Aproveitem é muito bom. MySpace da Zazie: http://www.myspace.com/zazieonline


Baixem Made in Love aqui.

Assistam ao clipe da canção Ça fait male et Ça fait rien.



sábado, 25 de fevereiro de 2012

Les Innocents - Post-Partum [1995]

E concluímos fevereiro com esta que é uma das melhores bandas de rock francesa das décadas de 80 e 90! Les Innocents :-)
Criado em meados de 82, Les Innocents são fruto da união de amigos. O grupo lançou um 1º single intitulado Palema(1985), que infelizmente não fez sucesso. Apenas em 1987, com o lançamento de Jodie(1987), que os ventos do reconhecimento sopraram para nosso amigos. Outros Eps e singles foram lançados, e o 1º disco só veio a sair em 1989, intitulado Cent mètres au paradis. Engraçado que foi no Québec que o reconhecimento e sucesso foram mais intensos com Cent mètres au Paradis, Miss monde pleure e Saint-Sylvestre, singles retirados do 1º album.
O estabelecimento da carreira veio e projeção para o grande público francês só veio com o lançamento de Fous à Lier, lançado em 1992, destacando-se os hits Mon Dernier Soldat (Toi Mon Roi), L'autre Finistère et Un homme extraordinaire. Nessa época seis canções do álbum estouraram nas rádios. O disco seguinte foi Post-Partum 1995, disco que confirma o talento e popularidade do grupo, marcando o auge da carreira da banda. O single Colore foi um dos singles mais difundidos nas rádios em 1996. Este sucesso e o primeiro single do álbum Un monde parfait, permite-lhes uma considerável repercussão no Québec.
No decorrer de sua história o Les Innocents tiveram mudanças de seus componentes, mas não perdeu qualidade. Entretanto com a recepção morna do público de seu último álbum em 1999, Eles se separaram em 2000, desgastados pela bela aventura e algumas divergências musicais. Uma compilação de seus maiores sucessos, Meilleurs Souvenirs saiu em 2003. O Cantor J. P. Nataf, entretanto continuou sua carreira solo. Dois álbuns foram produzidos, o Plus de sucre em 2004 e Clair em 2009.
Falando especificamente desse trabalho, posso dizer que Post-Partum é realmente um dos melhores trabalhos deles. Nele podemos apreciar a beleza de textos oníricos, o refinamento de suas melodias, a elegância simples das suas disposições, a magnificência das guitarras, a harmonia delicada de sua vozes entrelaçadas. Esse disco é resultado de dois anos de trabalho duro, Post-Partum é um trabalho bem consistente, coeso, que os ouvi-lo sentimos dificuldade de pular uma faixa sequer. A emoção emerge e é bem poderosa a ponto de não nos deixar durante todo o disco.
Percebemos nesse trabalho um pop e swing desamarrados e imagens que falam de desilusão e ferimentos sentimentais, a cada canção ecoa uma dor que paradoxalmente nos apazigua. A dupla Jipé e Jean-Chri são uma adição a mais nesse trabalho, dando aquela interpretação que não decepciona. Quero e preciso destacar as faixas "Un monde parfait", "Long, long, long", "Lune de lait", "Des jour adverses" e minha preferida a encantadora "Colore", realmente canções inesquecíveis. Les Innocents trazem um rock-pop genial e que bom que compartilham-no conosco, só nos resta então ouvir e se deliciar. Merci e comentem a sugestão pessoas. ;-)


Baixem Post-partum aqui

PS: espero que meu link sobreviva ^^

Confiram Un monde parfait belíssima.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Manau - Panique Celtique [1998]

Apresento-lhes hoje algo diferente,pelo menos diferente do que muito já postado aqui. Ouvi esse pessoal pela 1ª vez graças a minha estadia na Aliança Francesa de campina Grande a alguns anos atrás. Do material que recebemos, sendo parte dele Cds de música, acabei me deparando com cds de música celta francesa. O Manau é grupo francês de hip hop formado em 1998, conhecido por sua fusão de melodias tradicionais celtas com batidas hip hop modernas. Ele foi inicialmente composto por Tricoche Marciais, Soubiron Cédric, e RV (Hervé) Lardic até sua saída do grupo e substituição por Gregor Gandon. Embora a banda esteja atualmente sediada em Paris, todos os membros descendem da região da Bretanha. O nome do grupo vem do antigo nome gaélico Ellan Vannin.
No início da década de 90, Cedric trabalhava como DJ e programador na Skyrock e Martial escrevia letras inspiradas em lendas como o épico L'Epopée Celtique d'Irlande, um livro de Jean Markhale que conta a história da tribo de Dana, a filha de um deus irlandês. Finalmente, foi durante a gravação de um programa que Soubiron conheceu Lardic Hervé, apelidado mais tarde de RV, músico do grupo Média While. Nativo de Quimper, ele é apaixonado por instrumentos e música tradicional da Bretanha, toca baixo, acordeon, guitarra e piano.
Desse enontro dos Djs com RV nasce uma fórmula até então inédita, permitindo que o trio assine um contrato com a Polydor em 1998. Sua primeira canção de sucesso La tribu de Dana "A tribo de Dana" mistura de textos em forma de rap com a música de "Martolod Tri", do harpista e compositor Alan Stivell, infelizmente ele não apreciou o plágio e processou o grupo. O lançamento do single deu-se na Primavera de 98 e se tornou um sucesso instantâneo. Com o seu refrão cativante como slogan publicitário, já famoso há alguns anos. Promovido à "1ª canção primeira rap celtica", vendendo mais de um milhão de cópias. Enquanto isso, com o sucesso dessa lançamento, Manau compôs e gravou Panique Celtique, lançando-o em julho de 1998.
O grupo, embarca em uma turnê francesa e recebeu, em 1999, o prêmio Victoire de la Musique como álbum rap do ano. Mas como nem tudo são flores, apesar do sucesso o grupo não se encontra. Herve Lardic deixa o Manau, que maltratado pela inclusão de novos componentes, decide expandir seus horizontes musicais em 2000, com o álbum Fest Noz Paname. Esse trabalho é bem rico, musicalmente falando, contando com a participação de belos duetos com a Mauranne "La Poupé" e Dee Dee Bridgewater em "Je jazz les couleurs".
Tempos depois, o Martial Tricoche, dá um tempo no grupo para oferecer-se uma experiência solo e lança First Step (2003), logo depois ele afasta-se definitivamente da onda céltica para dedicar-se mais integralmente ao hip-hop. Destaca-se nesse trabalho uma notória reprise de "Le Métèque" do Moustaki.
Anos se passam, finalmente o Manau lança seu terceiro álbum, On peut tous rêver[2005]. Baseados na mistura de hip-hop groove e festiva dando menos ênfase nas influências célticas de outrora.
Este demonstrou ser o momento para o Manau encontrar seu público. Em 2007, Cedric Soubiron também sai do grupo, deixando Tricoche Marciais só para promover o lançamento do Best-of da banda, dez anos após o advento do rap celta, fórmula, que permitiu a seus três precursores originais, vender mais de três milhões de cópias.

Falando do Panique Celtique, álbum de estréia do grupo, observa-se a abordagem de temas como eventos épicos que têm por cenário a Grã-Bretanha e a mitologia Celta, contando as façanhas de um guerreiro da tribo de Dana. Vários aspectos da cultura celta aparecem em Les chant des druides, Le chien du forgeron assim como em Un mauvais Dieu, gostei muito dessa última, o falsete com as vozes no refrão e a batida hip-hop ficaram muito bem casados, dando aquele ar de mistério. Eu destacaria ainda as faixas Panique Celtique e La Tribu de Dana, muito carismáticas.
Outras faixas abordam fatos atuais, como o pacifismo, o absurdo da guerra e do racismo, como vêmos na canção L'avenir est un long passé. Pode-se notar que na maioria das canções o amor pela Bretanha é enfatizado várias vezes. O folclore bretão foi um tema substituído por outros mais universais, como a tolerância e a justiça.Eu não esperava curtir o trabalho dos bretões como curti, e indico certamente.Curtiram o Manau? Bem, mais deles aqui: http://www.manau.com/index2.html e http://www.manaufolie.com/
Se liguem que estão de CD novo ;-)


Peçam o link para o Panique Celtique via e-mail ok? Infelizmente tive problemas com a DCMA que regulariza direitos autorais e achei melhor retirar o link ativo do meu blog para não perder as postagens ok?
1 abraço a todos.

Confiram La Tribu de Dana, grande sucesso do Manau.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

V.A - Bleu Blanc Tubes [1994]

Digníssimos leitores eis que trago-vos outra atualização, espero tão aguardada quanto as demais. Começaremos fevereiro com um disco, mais um, dizendo melhor, que marcou minha vida de francófono quase assíduo ^^
Realmente, mais velharias, mas velharias fazem a vida mais animada, cheia de embasamento. Esse disco foi-me apresentado pela primeira vez no programa Jóias da Música francesa de uma rádio aqui de Campina grande, minha cidade. este, já devo ter falado algo sobre, apresentou um programa em um belo domingo, cheio de canções muito bonitas e com uma cara até moderna. esse fator é importante para a música cantada em francês,até pouco tempo e ainda hoje, as pessoas sempre imaginam que canções francesas sempre são das décadas de 60 e 70. Nem imaginam quantas pérolas saem da terra de Napoleão.
Essa compilação já tem bastante tempo, mas é repleta de música boa, grandes hits da década de 90 que continuam cheios de brilho nos dias atuais. Só a título de curiosidade temos logo de cara duas grandes produções clássicas da música francesa Alain Souchon com Foule sentimentale, falando do consumismo exacerbado e Patricia Kaas com a romântica Il me dit que je suis belle, realmente deliciosas canções. Le Pouvoir des fleurs do Laurent Voulzy é outra canção poderosa que consta nesse disco, iluminada mesmo. L'autre finistere do extindo grupo de rock Les Innocents, bem rock-country é outro título que vale a pena conferir, a ireverente Y'a d'l'a haine dos Rita Mitsouko é com certeza uma interessante sugestão, de 1993, constando no CD Systeme D, essa faixa mostra uma pitada de loucura e criatividade competentemente usadas, bem inusitados eu diria. Tandem da Vanessa Paradis, em versão live, é outra boa pedida dessa compilação, Tout est dit interpretada pelo Jean-Louis Murat é outra faixa interessante, começa sem muito entusiasmar mas nos conquista rapidinho, uma forte declaração de amor "Por uma simples palavra sua, teria feito qualquer coisa, o melhor ou pior, aqueles arranjos típicos dos anos 90 são muito saudosistas, curti demais. Sensualité, da nossa querida Axelle Red é muito charmosa e aqui também se encontra, refrãozinho agradável demais, tem algo no arranjo que lembra os anos 70. Muito bom.
Ainda falando da tracklist, eu destaco o reggae do Tonton Davi, chamado Sûr et Certain, que dá sua contribuição também, bem animada sem esquecer da letra, ele é um dos pioneiros do raggamuffin francês, essa canção se encontra no álbum Allez leur dire, que teve excelente repercussão, lhe rendendo uma indicação ao Victoire de la Musique. Renauld, um marco na canção francesa, é outro nome interessante nessa seleção, conhecido ele é conhecido por abordar em suas canções temas como antimilitarismo, direitos humanos e ecologia. É irreverente em suas canções cheias de gíria. Ele mistura um folk com rock, chanson, enfim, muito legal, bem tradição francesa. Ah, não esquecendo de Veronique Sanson com Bernard's songs, o noso já veterano no Blog Etienne Daho com um antigo sucesso Un homme à la mer e Mobilis in mobile com o L'affaire Louis'trio, muito empolgantes também. Apesar dos muitos anos passados, essa compilação, lançada pela Virgin France S.A em junho de 1994, me foi uma agradável re-descoberta, música boa não tem idade nem época, realmente.


Baixem o CD aqui

Foule Sentimentale pra vocês, uma de minhas preferidas.


domingo, 29 de janeiro de 2012

Dimitri from Paris - Sacré Bleu [1996]

Um som inusitado trago-vos hoje para encerrar Janeiro em alto estilo. Dimitri from Paris, já ouviram falar desse cara? Pois é, eu já e gostei muito de ouvir o som dele. Memorável!!! :D
Ouvi esse senhor pela primeira vez a muitos séculos atrás quando deliciei-me com a compilação Génération Française(1998) que trazia a nata musical daquela época e achei curioso aquela mistureba de blues, eletronico, house bem original e divertida. Muitos anos depois acho seu disco disponível para baixar e claro obtive-o na mesma hora e trago-vos nesse instante para vosso deleite ;-)
Conheçamos um pouco do Dimitri. Sua carreira teve início no Rádio, em 1986 na rádio francesa Skyrock FM, misturando funk com música eletrônica num programa chamado Skydance show. o Dimitri é um dos primeiros a introduzir o house em França. Suas mixagens são feitas com poucos recursos, mas ele mostra seu talento mixando versões de artistas como Etienne Daho, Julien Clerc, Goûts de luxe, tendo por influência grupos como Sugarhill Gang, Chic, Grandmaster Flash.
Em 1987, juntou-se ao famoso grupo radifônico NRJ, onde produziu um programa de house chamado NRJ club, junto ao grande mestre Smicky Rip (voz histórica da NRJ). Nos anos subsequentes novas edições do programa surgiram em horários diversos, findando em meados de 94, Dimitri foi convidado pela rádio em 1997 para refazer o programa, mas aí já com o lançamento de Sacrebleu houve a recusa da oferta
e a carreira musical do Dimitri falou mais alto.
O
reconhecimento do Dimitri pelo grande público se deu com o lançamento desse álbum Sacrebleu, lançado em julho de 1996, pelo selo Yellow Stereo. 90% das vendas deste álbum ocorreram, pasmem vocês, nos EUA, Reino Unido e Japão. Em 1999 ele lançou A Night at the Playboy Mansion, compilação famosa que foi produzida com o consentimento do fundador da revista Playboy, Hugh Hefner. Este álbum é uma síntese da música dos anos 1970-1980 (soul, hip hop e disco). Outro muitos títulos foram lançados em sua carreira, além de muita movimentação em clubes e festivais de música mundo afora. Mas apenas 3 cds contabilizam sua discografia própria, os demais são compilações de mixagens feitas pelo Dimitri sozinho ou em parceria com outros Djs, cerca de 17 discos, interessante! Dele mesmo temos
Sacrebleu, 1996, Cruising Attitude de 2003 e In the House of Love de 2006.
Turco de origem grega, nosso artista cresceu na efervescência da televisão na sociedade nas décadas de 60 e 70 e os clássicos da dramaturgia e do entretenimento o influenciaram decididamente. O toque francês do Dimitri dá à essa música, fruto da mistura de outros ritmos, um ar gentilmente revolucionário e pioneiro a um trabalho conceitual eu diria, se pensarmos que foi produzido a duas décadas atrás.
Ao contrário de seus
companheiros de expressão francófona, sua seleção baseia-se mais no estilo Easy-listening que no disco-funk, mas que também demonstra sabedoria em seu uso. Sacrebleu é tão sutilmente 'demodé' quanto o título sugere, mas também moderno e inovador. Assim como o hit "sacré français", que usa o sussurro da voz de Lolita e sua inocência perversa, acrescentando-se o som do 'jingle' que evoca as trilhas sonoras de filmes dos anos 60. É prazeroso ver o uso de sintetizadores rudimentares nas produções assim como se fazia nas décadas passadas, a meu ver esses elementos deram um charme especial à essa produção. O álbum inteiro é, como disse o crítico
Jean-Éric Perrin, água pura, insidiosamente estúpido, mas adorável, cheio de efeitos, de sons e jingles realmente encantadores. Eu destaco algumas faixas em especial, Sacré français, Reveries, Dirty Larry(edit), Very stylish girl, Un world mysterieuse e a empolgante Souvenirs de Paris que nessa versão do disco vem como Hidden track(faixa escondida) na faixa 19, Epiloque, cerca de 2 minutos e meio, mais ou menos, a música recomeça. Ficou ótima essa finalização do disco. Pessoal, perdão pela demora na atualização, mas achei muita informação sobre o Dimitri e tive um trabalhão para sintetizá-la, se mais quiserem saber, visitem: 9Ingl.) http://en.wikipedia.org/wiki/Sacrebleu_%28album%29 ou (Fra) http://fr.wikipedia.org/wiki/Dimitri_from_Paris


Vocês poderão baixar o Sacrebleu aqui

Deleitem-se com o Vídeo da música Sacré Français, muito divertida :D




quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Etienne Daho - Eden [1996]

Oi pessoal! Faz tempo einh!? Pois é, mas eu não morri não ^^ dei aquele tempo necessário. Espero ter bastante disposição e tempo para atualizar esse espaço que criei com poucas expectativas e de repente se tornou bem acessado, cheio de seguidores. Estou muito feliz pela receptividade, agradecido por demais pelas mensagens de incentivo e pelos depoimentos de gente empolgada pela descoberta do idioma francês oferecer música de tão boa qualidade e variedade pouco imaginada pela maioria.
Então vamos a descrição de mais uma experiência positiva no mundo da música francesa/francófona? Bem, dessa vez vos trago um velho conhecido das terras de Edith Piaf, precursor de uma mistura proveitosa entre pop e new wave. Um velho personagem da canção francesa, Etienne Daho, com seu empolgante Eden.
Como vocês puderam perceber no título da postagem, esse disco já tem mais de uma década de vida, mas achei bem atual, com qualidade de produção, letras bem escritas, arranjos, instrumentação de primeira. Gravado na primavera de 96 em Londres, Eden é o 6º trabalho de estúdio do Etienne que conta com um total de 12 discos lançados até hoje, além de vários álbuns ao vivo, Eps, singles e uma considerável lista de The Best(Compilações). Aja dinheiro pra adquirir tudo :)
Apesar de receber a condecoração de Disco de Ouro no ano seguinte, 97, esse trabalho é considerado um disco de pouca receptividade comercial. Uma pena, um material de qualidade realmente, cheio de participações interessantes como Astrud Gilberto na faixa Les Bords De Seine, Sarah Cracknell que participa da faixa Les Passagers, Elli Medeiros na faixa Me Manquer, primeira música do Daho que eu ouvi, graças à uma compilação do Instituto Cavilam, e que também colabora com a faixa Rendez-Vous Au Jardin Des Plaisirs e por último Lyn Byrd que participa nas faixas Un Serpent Sans Importance e Me Manquer.
O Daho escreveu todas as letras do CD mas contou com a co-participação de nomes competentes como Arnold Turboust, Andy Wright, Nicholas Dembling, Alan Whyte e a própria Astrud Gilberto, brasileira para aqueles que não conhecem, canta partes em português em Les bords de Seine. Esse pessoal todo fez um trabalho memorável. Ah, não posso esquecer que 4 singles foram lançados para promovê-lo,
Au commencement, Me manquer, Les Bords de Seine et Soudain. Gostei de todos.
O Daho é classificado como Pop/Chanson/New wave, como falei antes, esse último estilo musical é realmente bem presente em várias faixas do CD como Rendez-vous au Jardin des plaisirs, Les passagers e Des adieux très Heureux. Les Passagers é mais lenta, porém ainda bem eletrônica, todas fantásticas, mas temos baladas clássicas também como Soudain e Timide intimité e a surpreendente Quand tu m'appelles Eden. Esse disco foi um marco na carreira do Daho, e eu entendo bem porque, após algumas audições, apesar de ter vendido pouco, tem o que interessa, qualidade. Muito bem produzido, competentemente mixado pelo Mark Stent, cheio de sutilezas, sussurros, a voz possante e grave de nosso intérprete, com uma assinatura inconfundível, orquestração marcante, sem contar com uma certa atemporalidade, muitos diriam que esse disco foi produzido recentemente, bom demais, acho que vou comprá-lo para minha coleção de discos franceses XD! Recomendo-vos portanto, ouçam-no r espero que aproveitem tanto quanto eu. Abraços.


Vocês poderão baixar esse disco Aqui


Confiram o clipe de Au commencement, uma de minhas preferidas.



sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Various - Sounds of Paris: Music compilation based on the top charts from Paris [2009]

Escolher o que postar é sempre uma tarefa difícil para mim, gostaria muito de encerra 2011 com uma compilação, e é o tipo de coisa que dá trabalho, muitas vezes não achamos referências sobre elas. Eu pesquisei bem e quando achei uma interessante não tinha referência para me ajudar a descrever o álbum, quando tinha, não era interessante, cheia de gente desconhecida e muita coisa pouco empolgante na tracklist, então me decidi por esse coletânea de grandes hits franceses.
Essa coletânea chama-se VA The Sounds of Paris, e de maneira competente, apresenta um panorama de qualidade da nova música que vem da França, oferecendo uma lista até bem selecionada de canções que marcaram Paris e a França ultimamente.
Lançada em 10 de novembro de 2009, pela EMI Music Poland, ou seja esse disco é uma coletânea polonesa de hits franceses, vai entender! Mas a música francesa tem muitos adeptos pelo leste europeu. Muito bom saber disso.
E vocês me perguntam o que esse disco tem de tão bom? Bem, uma mistura interessante de grandes nomes da música francesa atual. Estilos diversos, eletronico, pop, rap, baladas, experimental, enfim. Tudo junto e misturado com muita classe, diga-se de passagem. Ah, não posso esquecer que esse disco é duplo, 28 músicas para você montar sua playlist e receber seus amigos, oferecendo-lhes as novidades musicais mais tocadas na Cidade Luz.
Falando mais especificamente da seleção de canções, eu destacaria no primeiro disco, de cara a encantadora A quai, do Yann Tiersen, retirada da trilha sonora do fabuloso destino de Amélie Poulain, e vocês pensam,oba só tem coisa, não, os franceses escutam coisa em inglês sim e instrumental, eu diria que algumas escolhas não foram tão promissoras, algumas faixas instrumentais, como a 12v, do russo Das glow, um eletrônico com cara mais agressiva, é até dançante, mas só isso, Dj Chus é outro nome dos eletrônicos, que aparece nos tops, mas não me empolgou tanto, esse povo eletrônico da França que canta em inglês sinceramente, tô dispensando. É o caso também do Telepopmusik com a faixa Breath, mas...do francês ficou só o estilo da música, cantanda em inglês, perdeu o charme. Vale citar o Magic System, grupo oriundo da Costa do Marfim, que cantam um estilo desconhecido por aqui, chamado zouglou, também se encaixam no zouk e raï pode não agradar, mas merece uma citação.
Esse primeiro disco tem coisa boa também, como a Coralie Clement, cantando C'est la vie, o conhecido Air com Run, muito boa e Les Nubians, com a belíssima Makeda. O segundo disco traz mais hits interessantes que o primeiro, Camille com sua excentricidade em Ta douleur, Cali com a empolgante 1000 coeurs debout, L'accord, bem pop-rock, com Sophia Essaidi e o Christopher Still é outra boa pedida. Opa, não posso deixar passar a Louisy Joseph, ex-integrando do famoso, mas já falecido L5, com a animada Mes insomnies, bem raggae. A próxima a mencionar é la Liste, interpretada pela bela Rose, conhecida do público ligado nas novidades, dispensa comentários. Temos ainda Emilie Simon que infelizmente, não foi bem representada aqui, a versão em inglês dessa música não tem a mesma energia ¬¬, não g
ostei. Sheryfa Luna, um nome forte na atualidade musical francesa é outro nome que aparece nessa segunda parte da compilação, com Ce qu'ils aiment, bem pop/r'n'b. Renan Luce, já conhecido de vocês, também entrou nos charts, merecidamente, com Monsieur Marcel e por último temos Coeur de Pirate, a bonitinha quebequense, com seu sotaque canadense que dá um charme todo especial à suas apresentações, conquistou os franceses com Comme des enfants, muito bonita mesmo. è interessante observar que temos diversos artistas de nacionalidades diversas, a cara da França atual, ainda folk/chanson/rock, mas também rap,raï, raggae, zouglou, entre outros. O tradicional e o novo, advindo da mistura de etnias e estilos. Vale a pena conferir.
Bem meus caros é isso, estamos encerrando as postagens de 2011 e que 2012 seja cheio de música e alegrias para nós todos. :-D



Esse vocês poderão baixar aqui

Assistam à iluminada canção Comme des Enfants