Pages

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Renan Luce - Le Clan des miros [2008]

A música pop francesa segue realmente uma linha mais própria, cheia de uma peculiaridade, de uma assinatura diferenciada e eu gosto disso. Temos o mais do mesmo também, mas nomes que merecem destaque compõem a meu ver, a grande maioria das produções. É assim com o Renan Luce, que vos apresento aqui, o que ouvi em setembro. Esse é seu segundo trabalho e me agradou mais que o primeiro disco, chamado Repenti de 2006.
Conheci o Renan Luce melhor através de uma canção cantada por ele na Trilha Sonora do filme
Le Petit Nicolas, 2009. Esse disco é morninho, admito, mas depois de algumas audições, não é que me agradou bastante. Tão francês esse rapaz, música suave, com cara de violão e estrada, voz calminha, ambientando um cenário de mansidão musical, ficando na estrada da folk-music e a plantação de trigo dos vídeo-clipes. Mas é legal, letras cheias de história, um pouco de poesia as faixas animadas são mais interessantes, certamente. Renan Luce é francês da gema, como dizemos aqui no Brasil, nascido em Paris mesmo. E aos 31 anos é autor-compositor e intérprete.
Le Clan de Miros foi lançado em outubro de 2009, seguido de dois singles, La Fille de la bande e On n'est pas à une bêtise près, uma versão diferente é apresentada no album do Renan daquela existente na trilha sonora do filme Le Petit Nicolas[2009] e por último a faixa Nantes. Renan Luce começou a turnê de divulgação desse disco em 1º de Outubro de 2009, estendendo-se até 2010, incluindo apresentações no La Cigale, em Paris e no Olympia (lotação completa), contando ainda com uma passagem pelo Québec.
Após um de seus shows no Olympia, Renan recebeu a condecoração de disco
de platina duplo pelo seu Clã de Miros (Le Clan de Miros) e pasmem vocês ficarão, nosso jovem proeminente da folk music francesa está entre os artistas ativistas, declarou apoio ao Cacique Raoni, em sua luta contra a construção da Barragem de Belo Monte. Eu particularmente vivenciei uma experiência desafiante, esses trabalhos de Folk music trazem uma produção pouco convencional a nossos ouvidos, e que desafio prazeroso. Le Clan de Miros é sem dúvida melhor que o álbum anterior do Renan, Repanti de 2006. Esse disco é meio que um conto de fadas, suave, relatos de emoções passadas, anedotas 'abracadábricas' e às vezes comuns também, uma olhadela delirante no cotidiano das coisas muitas vezes é o que encontramos nesse trabalho. O Renan de acordo com confissões posteriores, desejava um álbum produzido e cantado de maneira mais natural possível, preferindo trabalhar com aqueles que o acompanharam em turnês passadas, ao invés de músicos americanos ou um estúdio sofisticado, acho que por isso ficou tão francês esse trabalho. Muito boa decisão meu jovem. Temos muitos elementos positivos nesse disco, das Guitarras 'Brassenianas' e eletrônicas, os violinos com cara de pop inglês e vozes marcantes, cheias de suavidade.
Renan demonstra aqui sua ambição musical, a expansão de seu universo. Além de La fille de la bande, minha preferida do disco, temos outros títulos interessantes a aventura romântica de Nantes, a comédia nacional de Chez Toi, o conto sensual e infantil de La Rue de l'Oiseau-Lyre, o quadro amoroso de Femme à lunnettes, temos ainda o espírito brincalhão e hedonista On n'est pas à une bêtise près. Um verdadeiro entrelace de notas de guitarras, auxiliadas por teclados notórios, e competência nas melodias, a gaita de boca deu um ar bem triste a algumas faixas, mas ainda sim considerei tudo uma experiência memorável. Renan Luce, deixou claro para mim, que seu talento vai além de ser intérprete, mas também ser um bom contador de histórias e poeta de não se jogar fora.


Para evitar problemas com direito autorais, visto já ter oa postagem desse disco deletada resolvi retirar o link, por enquanto enviarei o link por email. Lamento, mas está cada vez mais difícil postar algo aqui, disfarçar os links e colocá-los nos comentários não funcionou. Segue mais uma vez meu e-mail:mitzzrael@gmail.com Aproveitem!!

Confiram la Fille de la bande, Superbe!!!


terça-feira, 23 de agosto de 2011

Gaetan Roussel - Ginger [2010]

Humm... apesar de muitos falarem que agosto não é um mês muito animador, eu quero deixar algo interessante para lembrá-lo, esse som com certeza os agradará, algo bem novo e pouco convencional, pelo menos em francês. Monsieurs et Mademoiselles vos apresento Gaetan Roussel. Um verdadeiro achado!! :D Meu trabalho de buscar o atual é incessante, apesar de minhas demoras e vou admitir que Help myself(Nous ne faisons que manquer), primeiro single do primeiro trabalho solo do Gaetan, uma verdadeira bomba sonora, altamente recomendável!
Cantor, compositor e produtor, nascido em Rodez, Aveyron, também figura nas bandas Louise Attaque e Tarmac. Compositor e produtor de grandes nomes da música, foi responsável pelo disco Bleu pétrole do Alain Bashung, album que foi recompensado em 2009 com o prêmio Victoire de la Musique. Ele também compôs trilhas sonoras famosas de dois filmes de Benoit Delépine et Gustave Kervern : Louise-Michel e Mammuth. Gaëtan Roussel também escreveu paraRachid Taha et Vanessa Paradis. O cara é realmente muito requisitado, seu disco prova a qualidade de seu trabalho.Em 2009 Gaetan parte para a carreira solo e em março de 2010 é lançado seu primeiro disco, o Ginger.
este trabalho lhe rendeu o prêmio de melhor disco rock de 2011, bem merecido ^^
Duas apresentações marcam esse momento, uma em 9 fevereiro, no canal de televisão
France 4, obteve também o título de melhor intérprete masculino já esse ano também, pela apresentação feita em março desse ano.
Outras produções estão a caminho e prometem mais do Gaetan nas paradas de sucesso, o bom da França é que sai muita coisa boa que ganha notoriedade, ao contrário dos Amaricans que lançam tanta bosta.
Sim, mas não posso esquecer de dizer o porque de tanta euforia, simples, o cara manda muito bem mesmo na produção, as faixas desse disco são memoráveis e animadas, um rock vitaminado, com efeitos eletrônicos contagiantes, participações muito bem vindas, como na faixa DYWD com a participação da Renee Scroggings.
Muitos nomes figuram na produção desse álbum como Joseph Dahan (Mano Negra), il appelle Julien Delfaud (Phoenix, Revolver, Herman Dune), Benjamin Lebeau (The Shoes, The Film), Tim Goldsworthy (DFA, The Rapture, Hercules & the Love Affair), Eric Broucek (Juan Maclean, !!!), um disco farto em imaginação, presença do inglês (Nova York e Paris foram os cenários de produção desse trabalho), com o francês prioritário, além de vários estilos, o electro, o pop, o groove, enfim, uma grande salada que resultou num trabalho pra lá de bom. Confiram mais sobre o Roussel aqui: http://fr.wikipedia.org/wiki/Ga%C3%ABtan_Roussel (ah tá em francês ok?)


Vocês poderão baixar o som do Gaetan, copiando e colando o link que está nos comentários. Merci :-)

Confiram a eletrizante help myself (Nous ne faisons que passer)




domingo, 14 de agosto de 2011

Zazie - Rodeo Tour Live [2006]

Gostaria de marcar agosto com um álbum por demais interessante que consolida o êxtase que foi assistir à essa belíssima Turnê da minha querida Zazie. Sou suspeito à falar dessa moça, mas eu realmente curto o som dela e esse disco me deixou ainda mais entusiasmado pelas novas orquestrações que foram dadas a grandes Hits como em Tout le monde do álbum Made in love de 1998, Homme Sweet Homme do álbum Zen de 1995, e as faixas Oui e Excuse Moi do álbum Rodeo de 2005, assim como belas interpretações de canções bem marcantes interpretadas com tanta sensibilidade e emoção que transmitem a capacidade artística de uma das artistas mais promissoras do Show Bizz francês.
Esse álbum, 3º ao vivo lançado da Zazie, foi lançado pela Mercury Music, e é fruto de uma Turnê que durou de Junho a setembro de 2005 e foi gravado no show realizado no Forest nacional em Bruxelas, Bélgica nos dias 9 e 10 de setembro.
Achei esse show cheio de originalidade, a Zazie abre a apresentação suspensa no ar com um belo fundo azul, marcando a cor predominante no álbum Rodeo. Ele vem com um bônus em forma de DVD, infelizmente não o consegui para postar aqui. O disco contem ao todo 19 faixas, sendo uma, o título Zen, ao vivo em dvd e a outra e a inédita Faire la musique em versão hidden track(faixa escondida em português) exclusiva para o dvd. Uma pena não tê-la achado, ainda ^^. Bem deixo-os aqui com a audição desse belo exemplar que não pode faltar, a meu ver, em vossa discoteca de franceses/francófonos. Rodeo Tour no Charts in France http://www.chartsinfrance.net/Zazie/Rodeo-Tour-a101139020.html


Pessoal o download para esse disco não será postado aqui, vão nos comentários, deixarei lá, A DCMA, empresa americana que vigia material protegido na internet, bloqueou uma postagem minha desse ano e me assustou. Me deu vontade de parar com esse eterno jogo de gato e rato, mas eu ainda quis pagar p/ ver.

Confiram Excuse-moi ao vivo ;-)




quarta-feira, 27 de julho de 2011

Emilie Simon - Dame de Lotus EP [2007]

Todos sabem que gosto muito do trabalho da Emilie Simon, sou suspeito a falar. Esse lançamento que vos trago hoje é bem raro de achar para baixar e você encontra as faixas separadas para comprar. Não o achei inteiro, em CD físico, em geral fica como item de colecionador e ai já viu o preço. Consegui esse disco graças ao pessoal do Torrent 411, finalmente achei esse material completo. E disponibilizo agora para todos os que visitarem o blog.
Bem, falando um pouco desse trabalho, Dame de Lotus, ou a Senhora do Lotus, é um dos singles do álbum Végétal, lançado em março de 2006 e como os demais trabalhos da Emilie, apresenta-se como um trabalho excepcional, música eletrônica de primeira qualidade. Mas, o formato que eu vos apresento aqui chama-se EP, ou seja, na linguagem
do mundo musical EP significa Extended play (EP), uma gravação em vinil ou CD que é longa demais para ser considerada um compacto (single), e muito curta para ser classificada como álbum. Normalmente um álbum tem oito ou mais faixas e tem duração que varia entre trinta e sessenta minutos; um compacto tem de 01 a 06 faixas e geralmente tem uma duração típica de dois a quinze minutos; um EP tem entre duas e oito faixas (somando os dois lados de um EP de Vinil ou o total de Faixas de Compact Disc EP Single) e duração de 03 a 40 minutos. Alguns artistas preferem chamar um EP de mini-álbum para dar um significado maior ao seu trabalho ao invés de ser classificado apenas como mais um aditivo em sua discografia.
Dame de lotus, assim como as demais faixas o disco, marcam um certa diferença em relação aos primeiros trabalhos da Emilie, o visual do CD ainda lembra o anterior Emilie Simon[2003] e eu o achei inovador e inteligente, com um alguma coisa de um pouco Björk, a roupa de Gueixa no Clip ficou bem referencial, mas com a assinatura dela. Esse EP é composto de 3 faixas, Dame de lotus em nova versão e Tom VDH, com instrumentação diferente, sem as batidas eletrônicas e Never fall in love como um B-side em versão Oldies, diferente da do disco, estando essa como faixa 11 no álbum. A letra de ambas canções dispensam comentários, muito criativas e inteligentes, sai amos do comum mundo pop meus caros, através da magia
A capa desse EP é uma foto em high definition do Clipe, em geral eles preparam fotos específicas para os singles, às vezes encontradas no encarte do álbum, mas ficou criativo uma imagem do clipe, que por sinal é todo digitalizado com uma animação em vetorial. Uma produção a mais na discografia da Émilie que vale a pena conferir.


Baixem o EP da Émilie aqui
Já advertendo que essas faixas são raras, ou você compra ou tchau!! Não estão em sua melhor qualidade, caso eu achei outras Upo aqui. Abraços

Assistam ao clipe de Dame de Lotus.





quarta-feira, 20 de julho de 2011

Thierry Amiel - Thierry Amiel [2006]

Eu baixei o primeiro CD desse cara sem muitas expectativas, mas esse seu segundo trabalho, me soou bem, bem melhor. Estou falando de Thierry Amiel, pela primeira vez postado aqui no blog, diante de tantos nomes, eu realmente curti seu som.
Nascido em 1982 na cidade de Marseille, filho de pai policial e mãe assistente materna em uma família de 3 irmãos, direcionou-se logo cedo para o mundo da música. Desde a adolescência enveredou-se por esse caminho, culminando com uma passagem pela Bouches-du-Rhône onde aprendeu técnicas básicas de canto. Realmente o cara tem voz marcante, muito boa, melodiosa, meio cantor de antigas canções, e lembra o Jonatan Cerrada. Depois de cantar em 2 óperas locais, ele segue os estudos de música aprendendo piano e violão na escola de Alice Dona. As excursões continuam, como pequenos concertos e apresentações, o Thierry gostava muito de interpretar grandes nomes anglófonos da música, mas a prata da casa também contava em suas performances. Ele segue carreira tornando-se cantor de orquestra, e segue em outros empregos, chagando até a faculdade de Psicologia e vendedor.
As audições em programas de talentos vêm em seguida até que ele se inscreve, graças a intervenção de seu irmão, no programa
À la Recherche de la Nouvelle Star edição de 2003. Ele consegue se projetar bem, mas perde o programa para o Jonatan Cerrada.É engraçado ambos loiros, com carinha de neném, apesar do Jonatan ter um perfil mais masculino que o Amiel, mas ambos com vozes diferentes e marcantes. Ainda sim o Thierry não deixou de ter uma carreira promissora. Ele faz parte de uma safra de artistas descobertos justamente por esse tipo de evento televisivo, extremamente comercial, mas que prova competência, não posso negar, na descoberta de talentos.
Nesse segundo trabalho, o Amiel traz algo mais intimista, como a maioria dos artistas acaba fazendo fazendo e esse disco se torna sua prova do contrário, algo que diz, bem passei pelo primeiro disco e provei que tenho relevância na música. Thierry Amiel é uma produção mais voltada para o rock e até synth-pop, bem diferente do primeiro trabalho, que rendeu-lhe considerável notoriedade alcançando um bom número de vendas.
Lançado em 20 de novembro de 2006, seu álbum epônimo, é definitivamente influenciado pelo Wave e Britpop, dois estilos que eu particularmente gosto muito. Temos aqui participações de Jean-Pierre Pilot, na faixa Suède por exemplo, Benoit Pohere e por último Daniel Darc, colaborador do primeiro single Cour Sacré. O Thierry Amiel também tem sua participação nos textos com a colaboração de Axelle Renoir nas faixas Qu'on en finisse, Prendre mon âme. Esse disco obteve já no mês seguinte a seu lançamento certificação de Disco de Ouro, ocupando a 16ª posição nas vendas na França. Eu gostei bastante, músicas mais agitadas e mais calmas, como L'Amour en face, muito bonita, nossa que música tocante, nota 10! Infelizmente saiu apenas como single digital em 18 de junho de 2007, não tendo uma versão promo nem maxi física para venda.
Interessante que na turnê de promoção de Thierry Amiel[2006], no Olympia, exatamente nos dias 21 e 22 de maio, teve o Amiel cantando
Take on me do saudoso A-ha, mostrando sua inclinação para o wave. Muito bom, ele ganhou pontos comigo, eu curti muito esse CD e recomendo. Destaco ainda as faixas Soleil Blanc, com arranjos e melodia carregados de influências synth e uma mistura gostosa com o pop-rock e Prend mon âme com arranjos eletrônicos e um encadeamento sonoro meio experimental que eu gostei também, tudo isso com a voz dramática e suave do Thierry que mostra a sofisticação da música pop francesa. Estilos: Pop, Synth-pop, Rock-pop, Wave. Conheçam mais detalhes sobre o Amiel nesse endereço: http://fr.wikipedia.org/wiki/Thierry_Amiel



baixem o Cd do Thierry Aqui

Assistam a uma bela e emocionante apresentação de L'Amour en face no Trabedo Session. Muito bonita.


domingo, 17 de julho de 2011

Blankass - Elliot [2005]

Vamos de rock? Vamos. Eu curto muito o som desses caras, tem cara de saudosismo, de viajem estrada a fora. Eles possuem vários CDs, mas eu escolhi esse aqui por ser, digamos, mais atual e bem criticado. Criado em 1990 o Blankass fez considerável sucesso nessa década e foi fundado pelos irmãos Johan e Guillaume Ledoux. Eu os descobri graças a essa projeção, eles acabaram na lista de canções de uma compilação enviada pelo consulado que trazia uma bela canção deles, foi marcante, depois posto o disco deles, que escutei primeiro.
O nome Blankass é o diminutivo de 'blanc-cassis', um aperitivo feito com vinho branco e blackcurrant. Curioso não? Eu nem esperava descobrir o significado desse nome, mas ao fazê-lo tinha de incluir aqui. Eles apresentam um rock mais leve, mais música, melodia, nada berrante, algo misturado ao bom e velho folk. O acordeon que é marca registrada do Blankass foi deixado de lado e temos a participação maior de outros instrumentos como gaita de boca(conhecida também como Harmônica), as guitarras, teclados e a Melodica. Uma música sem concessão e cheia de reivindicação, realmente são conhecidos por apoiarem causas que consideram relevantes. O grupo teve várias mudanças de componentes, o time antigo era formado por Nicolas Combrouze, Olivier Robineau, Nicolas Bravin e François Poggio, além dos irmãos é claro. Atualmente constam na banda Guillaume Ledoux Bruno Marande, Johan Ledoux, Philippe Ribaudeau, Cédric Milard e Charlie Poggio.
Recentemente participaram de apresentações que tinham o objetivo defender o Tibet por exemplo, assim como a causa dos estrangeiros na Europa, gravando inclusive uma faixa no CD do GISTI ( Grupo de Informação e suporte aos Imigrantes) em português, envolveram-se na causa do menino mongol Zolboot e sua família, ameaçados de deportação, foi um caso que repercutiu bastante na França. Mais informações podem ser adquiridas, em francês é claro, nesse site: http://www.unapeda.asso.f/article.php3?id_article=408.
Lançado em 15 de outubro de 2005, pelo selo Up music, Elliot, 4º disco da banda, recebeu esse nome por conta de um artista admirado pelo Blankass, o Elliot Smith, conhecido músico e compositor de rock norte-americano que morreu aos 34 em 2003. Saibam mais sobre ele aqui. Eles ganharam prêmios pela relevância de seu trabalho, digam-se bem merecidos a citar: O Prêmio Roger Seiller como Grupo francês do ano em 1997 e o Troféu Radio France Perigueux, prêmio de canção do ano também em 97 e concorreram no Victoire de la Musique em 1997 na categoria de Grupo revelação no ano e em 1998 como Grupo/ banda do ano.
Falando um pouco desse trabalho, podemos dizer que Elliot é um disco que conserva as características do Blankass, textos menos revolucionários para alguns, mas ao analisar as letras eu percebi sim mensagens inspiradoras na maioria deles. Letras simples, mas cheias de inspiração,
de contestação até, como podemos observar nas faixas Soleil Inconnu e Fatigué, podemos ver ainda uma história de amor que terminou mal nas faixas Ce qu'on se doit e Au costes à cotê. Mesmo abordando esse tema ficou muito poético e não podemos esquecer de canções realmente excepcionais, bem 'tubes' (hits em inglês), a citar Qui que tu sois com a participação da Manu, Je n'avais pas vu, a competente e frenética Mon Drapeau e a marcante Le Passage, que na verdade, não passa, fica na nossa mente, tocando bem fundo em nossos corações. Minha preferida desse disco.
Muito bom esse trabalho dos meninos, espontaneamente bem escrito, com belas composições, melodias marcantes. O que vocês estão esperando para baixar? :-) Boa audição. Mais sobre o Blankass aqui: http://musicbrainz.org/artist/3c18062e-27bd-4532-8a91-9889477a3533.html ou no site oficial: www.blankass.com


Baixem o CD aqui

Assistam e ouçam a nostálgica Qui que tu sois

terça-feira, 5 de julho de 2011

Saya - Comme une femme [2009]

Um disco bom, muito bom de ouvir. Bem comercial, mas era o que eu estava afim de ouvir e passar adiante e foi ele. Muito boa essa Saya!!! Seu último lançamento, que infelizmente não teve tanta repercussão o quanto esperado, mas realmente foi um bom trabalho na minha opinião.
Esse disco tem uma tendência mais pop/rock com uma variedade de arranjos eletrônicos que dão um ar bem moderno a essa música francesa que surge. Lançado em 15 de Junho de 2009, Comme une femme, marca uma clara ruptura de estilos na carreira da Saya se comparamos aos trabalhos anteriores, sendo este trabalho uma exclusiva coletânea de baladas pop-folk ou pop-rock falando de amor.
Temos uma Saya sensível e frágil para com este poderoso sentimento, ela possui a imagem da mulher moderna, frágil, sensível, apaixonada mas sem submissão e sem vulgaridades. 3 singles foram retirados desse álbum, a saber, Je pense à toi, Tu aimeras et Je m'envolais, classificando-se o primeiro single citado em 7ª lugar, ainda em 2006, nos top de singles franceses, obtendo uma considerável performance no mercado e entre o público é claro.
Uma pena o fraco desempenho deste CD, é muito bom, segundo críticos de música, houve uma má divulgação dele e o espaço de tempo entre os singles e o álbum não ajudou o público a manter forte a presença da artista nos lançamentos. Eu ainda destaco outras faixas memoráveis deste trabalho, como Je te donnerai, melodia fácil, letra apaixonada, Près de moi, faixa 5 do disco e por último Ne m'oublie pas, faixa 13 e última do CD, um verdadeiro pedido 'não se esqueça de mim", bem calminha e melosazinha, ideal mesmo para fim de CD. É isso pessoal, apesar dos clichês, esse disco é muito bom mesmo. Confiram. Visitem a Saya na internet: www.sayaonline.net


baixem o CD da Saya aqui

Assitam à Je m'envolais


Clip France Bleu "Saya - Je m'envolais" por francebleu