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quinta-feira, 30 de julho de 2009

Julien Doré - Ersatz [2008]

O que dizer de um dos nomes mais recentes e controversos da música francesa atual? Inovador, cheio de vigor, as vezes maluco, mas ainda sim interessante! E de quem vos falo, Julien Doré, vencedor do Nouvelles Star de 2007, gente quanta informação li sobre esse cara, que começou a cantar um dia desses!
Julien doré nasceu em 7 de julho de 1982 em Alès. Ele começou jovem, está na estrada desde 2002, possuindo também experiencia como ator seu forte mesmo é a música. Antes de tentar o Nouvelle Star, já possuia uma chamada The Jean D'Ormesson Disco Suicide e em seguida criou outra a Dig up Elvis. Inicialmente ele apenas busvaca notoriedade para sua banda, mas acabou que ele agradou a produção do programa, mesmo os jurados nao gostando de seu estilo, ele continuou e fez apresentações memoráveis de artistas consagrados como o hit Like a virgin da Madonna numa versão Jazz, Moi..lolita da Alizée, Les Bêtises de Sabine Paturel e na última audição You really got do The Kinks entre outras tantas, tudo isso ao som de sua voz à la Alain Bashung/ Dutronc bem peformática. O cara caiu no gosto popular e ganhou a final. O 1º disco veio em seguida mas sem a formulação barata de outros, o jovem artista teve condições de criar algo original. O que é interessante na musica do Doré, é que ele consegue imprimir um cara própria, esse disco é um trabalho bem original se você comparar as produções de 'astros' recentes que cantam clichês, com temáticas bobas num formato bem comercial. É interessante ele vai de músicas mais comerciais, obedecendo a um formato mais audível e popular como a bela Acacia e Figures Imposées, (realmente linda) às mais inovadoras e irreverentes como Ss in Uruguay e Des mots , cantada em parceria com o Arno. Um aspecto válido nesse álbum é a introdução de instrumentos, muito diversificados, como a unkuléle, tipo um cavaquinho havaiano, realmente ficou muito bom! Ele fica entre um pouco de Faroeste americano, folk, Radiohead, de acústico com um violão bem acentuado, tudo isso acrescido de uma pitada de pop e irreverência. Por falar em irreverencia ele canta em inglês também, na faixa Pudding Morphina com participação do consagrado cantor do anos 70 Christophe.
Curiosidades sobre o disco: o 1º single versão Rock de Moi..Lolita saiu em agosto de 2007, o segundo foi Les limites, com um clip paródico, esse segundo single foi muito esperado, pois o disco já era aguardado, a pressão do público ansioso é grande viu, bem Ersatz saiu em Junho de 2008 com um encarte sofisticado em dois tons diferentes um mais azulado outro mais esverdeado, o que postei como referência da postagem e conteúdo diversificado. Bem além de tudo tenho que admitir que o cara é bonitão viu, coisa que ajuda na carreira de qualquer cantor, característica que lhe rendeu o título de homem mais sexy de 2007 pela revista Elle. Sinceramente? Este disco vai quebrar com qualquer conceito de música antiquada que vocês possam ter, Julien Doré um artista a ser descoberto! Estilo: Folk, Rock, Música alternativa. Site oficial: www.juliendoreofficiel.com/


Baixe o disco aqui

Confiram Les bords des mer, com um clip em preto e branco. Música melancólica e voz pesada.



sexta-feira, 24 de julho de 2009

Anggun - Elévation [2008]

Um disco alegre, bem produzido, capaz de nos fazer mexer, vibrar. Elévation, lançamento recente da bela e exótica Anggun é a próxima dica do blog. Para aqueles que não a conhecem, bem, já é tempo de fazê-lo e para os que já conhecem e nao sabia desse último lançamento, aqui vai a dica. Bem como esse foi o 1º disco dela que consegui inteiro, mesmo conhecendo-a a tempos, decidi começar por ele. A primeira música da Anggun que escutei foi La neige au Sahara, que teve uma versão em inglês, intitulada Snow of the Sahara, muito boa por sinal e digamos assim marcou a carreira internacional da Anggun. O que posso dizer é que achei muito boa a música dela. que possui uma discografia bilingüe que merece ser divulgada. Lembro-me que um amigo da universidade falava muito na Anggun, de sua música, enfim, resolvi dar uma conferida, só que sempre foi difícil achar um álbum dela completo para download. Aí durante minhas andanças pela internet achei uma falsa compilação do Enigma, projeto do Michael Cretu que tornou-se,mundialmente conhecido pela música Sadeness o qual continha uma faixa, a mesma Snow fo the Sahara. Antes de mais nada é preciso fazermos uma breve síntese da história de nossa artista. Bem, Anggun nasceu na Indonésia, em Jakarta, em 29 de abril de 1974. Filha de pai cantor, foi logo cedo introduzida na vida artística, sendo disciplinada no canto desde criança. Após o lançamento de seu 1º disco solo, um álbum infantil, ela lança dois singles em javanês, que a levam ao estrelato em sua terra natal. Ela começou cantando rock, ficou conhecida em seu país por esse estilo. Após lançar seu último disco em javanês em 1993, ela parte para a europa me busca de uma carreira internacional. Inicio foi difícil, chegando a Londres nada acontece e então ele parte para Paris conhecer bons produtores, entre eles, o conhecido Florent Pagny, que também é cantor, e que a apresentou a vários nomes famosos da musica em seu país. O sucesso veio o Snow of the Sahara tendo a versdãoi em francês com o mesmo título e que impulsionou a carreira da Anggun, que daí em diante nunca mais parou. Bem e aqui estamos com Elévation, produzido pela dupla apresentando um mix de batidas eletrônicas à um r'n'b bem moderno, dando um certo ar de à la América, trazendo participações de rappers, tanto francófonos quanto anglófonos como o Big Ali na faixa Plus forte, o Pras Michel, do Fugees e o Sinik que dão um toque a mais por assim dizer nesse trabalho.
Tudo isso aliado à voz marcante de Anggun. Porém tenho de admitir que o disco ficou semelhante a de grandes nomes do R'n'b comercial, contando com a diferença da língua, pena, ela poderia dar um que mais diferente ao álbum, mas sabem como é tendência né? Ainda sim é um disco muito bom, capaz de dar suporte ao estudante ou simples admirador de música em francês.

Os destaques vão para J'ignorais tout, Si tu l'avoues,(eleita hit do ano pela Radio France International) Plus forte, Cette nuit, que tem uma batida contagiante! e claro Si je t'emmène. As musicas falam de conflitos nas relações, do paledo home e da mulher no relacionamento, mas tambem temas mais nobres como à proteção do meio ambiente, como em Un jour sur terre, que virou single e tema de um documentário em 2007. Esse disco possui uma versão de Si tu l'avoues na versão inglesa do album e a faixa Eden in her eyes, na versão francesa. Foi lançado na Indonésia em dezembro de 2008, com 3 faixas em javanês. Ah, tem uma canção de ninar inclusa cantada em javanês, muito bonitinha, creio que em homenagem a sua filha nascida no final de 2007, assim como Eden in her eyes. Este é um disco bem interessante, vale a pena dar uma conferida.


Baixe o disco aqui

Assistam Si tu L'avoues, 1º single desse disco, muito dansante.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Christophe Willem - Caféine 2009

Um mix de pop e eletrônico bem humorado, regado a voz suave e aguda de um dos nomes mais promissores da música francesa atual. É assim que defino Caféine, mais novo disco do exótico Christophe Willem vulgo la tortue. Não é á toa que ele figura entre as variétés, realmente uma salada bem colorida, com mecanizações, batidas e evoluções de sons diversos, participações interessantes, algumas regravações bem sucedidas e uma musicalidade que tornam o trabalho do Christophe de muito boa qualidade. Um disco perfeito para uma noitada animada, uma festa menos informal, enfim, ambientes diversos, um som sofisticado, bem ritmado com refrões fáceis de serem memorizados, realmente muito bom. Contando com 14 faixas, sendo a primeira uma introdução que cria um clima de suspense pelo álbum em si, sendo seguida por L'homme en noir, regravação de Undressing you, faixa 8 do álbum Life in Mono da Emma Bunton que ficou muito bem na voz de nosso caro Tortue(tartaruga em francês, apelido do Christophe), depois temos Sensitized, em duo com a sensual Kylie Minogue, que canta em inglês acompanhada pelo Christophe em francês, a voz dos dois se mistura e nos perguntamos aos vezes quem canta o que, ah o simple de Gainsbourg caiu muito bem. Esta faixa ficou bem produzida, capaz de animar qualquer festa. Berlin é a 4ª faixa do disco, apresentando uma roupagem eletrônica bem favorável, sendo uma boa escolha para primeiro single, uma batida envolvente que a destaca muito bem das demais faixas, a letra fala de liberdade, de quebrar as barreiras e aproveitar a vida, no contexto que o clip oficial nos dá, temos uma espécie de vou em frente, independente do o que pensem. La demande, faixa seguinte, começa timidamente e evolui para uma mistura de pop e rock, quitaras gritam e culminam com um ápice memorável junto com os vocais intensificados de nosso artista. Entre nous et le sol é uma versão da música Love is a state of grace da Britney Spears, aqui cantada em francês, porém com um toque a mais, ela ficou muito bem na voz do Christophe. Plus que tout, dá seguimento ao álbum, e diga-se de passagem, muito bem! A batida dessa faixa é muito bem produzida, cheia de efeitos eletrônicos que criam uma ambientação prá lá de motivante, o refrão dessa música agradará também, Em seguida temos Coffee, oitava faixa do disco que é simplesmente uma explosão musical, munida de um refrão interessante, com backing vocals pra lá de interessantes e criativos e tudo isso conduzido uma batida boa demais da conta pausamos em Fragile, que lembra Chambre avec vue, suave, com arranjos e instrumentação que nos envolvem e nos conduzem a um terraço de alguma cobertura, uma piscina, um dia de sol. Trash vem em seguida, com uma batida que lembra o hit maniac, do Michael Sambello, porém com alguma evolução eletrônica típica dos anos atuais. Em duo com a Skye, esse é com certeza um grande hit. Tu te fous de nous vem mais a frente com uma musicalidade que não deixa por menos e continua criando um clima de festa, e eu sigo cantando, tou te fous de nous, pas du tout, pas du tout (rs). e chegamos a Heartbox, faixa em inglês do disco, contando com participações de Guy Chambers e Matt Hales em sua produção, ah o Christophe tem um inglês muito bom viu ;-) Vamos em frente que ainda temos Yaourt et lavabo contando com a colaboração da Zazie que deixou sua marca registrada nesse hit, bem gostoso de ouvir. E o disco termina com Si je tombais, uma balada acompanhada competentemente pelo som de um piano inspirador, muito boa. Apesar de tudo que eu disse, friso que o Christophe pecou pelo excesso de colaborações, faltou um pouco mais dele mesmo no disco, apesar de muita coisa inovadora nesse disco, temos alguns clichês que poderiam ser evitados. Bem, considero muito a vontade do artista que nem sempre agrada aos fãs ou admiradores de seu trabalho. De todo jeito confiram, vale a pena. Genero: Variétés/pop/Electro.


Link para o disco aqui oh!

Assistam a Berlin, bem criativo esse clip, Já vem com a letra ;-)

terça-feira, 30 de junho de 2009

Yelle - Je veux te voir [single] 2006

Singles são raros aqui no blog, consegui mais um pra postar aqui e finalizar o mês de junho Je veux te voir foi o grande sucesso de nossa divertidíssima Yelle, que figura entre os artistas que conseguiram projeção mundial sem cantar em inglês. Viva! Ela merece ter esse trabalho postado aqui. Esse single foi lançado em 28 de outrubro de 2006 pelo selo Source e contem 4 faixas, Je veux te voir, em versão normal, Je veux te voir em versão Disco D Remix, que lembra o pancadão típico dos bailes funks brasileiros, A versão Club-Club como o próprio título diz é bem clubber, com uma batida clássica, acelerada mesclada a efeitos de que lembra festas eletrônicas e a oitentista Jogging com uma batida eletronica completamente inspirada da música eletronica dos ano 80 nos levando a mil novecentos e oitenta e alguma coisa.
Vale lembrar que esse single teve uma outra versão, lançada contendo o clip de Je veux te voir e outras versões da faixa sem Jogging, contendo encarte diferente e data de lançamento também. O problema da Yelle é em alguns momentos a voz dela cansa mesmo, a alguns ouvidos parecerá inaudível devido a seu tom agudo e a velocidade das músicas. Para quem curte a diva do electroclash ai como luva no toca discos de qualquer um, eu curto bastante, são muito divertidas as músicas dela. O interessante é que essa música, cheia de gíria e palavrões é resposta ao machismo contido nos grandes hits musicais lançados atualmente em especial no rap e no r'n'b e à música do TTC.


Link para o single aqui.

Vídeo de Je te voir, o anterior foi desabilitado

domingo, 21 de junho de 2009

Coralie Clement - Toystore 2008

Sinceramente?? Eu não compraria original. Toystore, terceiro disco da Coralie Clément, lançado em outro do ano passado, foi uma boa e promissora escolha para postar no blog, mas ao contrário de minhas expectativas, me decepcionou um pouco depois das primeiras faixas. Na verdade o disco alterna algumas faixas interessantes e muitas não tão interessantes assim, uma pena, visto que ela finalmente soltou a voz, parou de miar e canta feito gente, (risos). Nem sempre os discos postados aqui são maravilhas, e esse é um deles. Lamento por minha crítica negativa que pode se dever a resquícios de uma influência pop, mais comercial. Bem, ainda sim é minha opinião, vocês leitores podem discordar ao baixarem e ouvirem o disco, quanto a mim, já ouvi o suficiente e tenho minha opinião formada. Este é um disco de faixas mornas, quase frias que na verdade não empolgam tanto, ele mofaria na minha discoteca. Talvez seja porque ela ter escolhido uma instrumentação minimalista, como a rabeca e a corneta e uma musicalidade menor ainda (risos), além de outros instrumentos, que bem da verdade deram mais espaço para a voz da Coralie, que realmente aparece, mas que criaram um som desestimulante. A ritmação das musicas não marca de maneira positiva, temos uma forte influência da musica brasileira, o que salva as faixas iniciais, em contrapartida temos ritmos desagradáveis como em Le baiser permanent, com sua sonoridade desagradável, On ètait bien é chatinha, uma tristeza marcante, Houlala, Oh lah lah, estressante com seu lá, lá, lá que dói nos ouvidos, La Reine des pommes lembra música brega dos anos 70, chata, sem emoção, odiei! Paris, dix heures du soir, lembra as divas dos anos 60 e 70, mas não agrada muito, mais falada que cantada nao me emocionou o bastante para amá-la, fico com a Brigitte Bardot, a Jane Birkin, a Sheila e tantas outras. So long babylone, que de inglês só tem o título, é outro fracasso, Coralie Clement tu m'énèrve!!! Moça você tem talento, mas não foi bem dessa vez. Quanto à temática de casos de amor as vezes marcados pela doçura as vezes pelo amargor, não convence, uma musicalidade boa conta muito e o disco não preserva esse elemento em todas as faixas.
Gente se eu mostrar essas músicas na minha sala de aula, eu perco a turma, (mais risos), o que deu nela??!! Bem, música provoca sensações pessoais, alguns adoram outros odeiam ou se decepcionam, eu sinceramente fico com a 3ª opção.
Apesar de tudo o disco tem seus méritos e os destaques vão para L'effet Jokari, um bom começo para o disco, C'est la vie, simples, mas bem harmoniosa, com um toque bem Rio de janeiro, bossa nova, enfim. Ainda temos Share de day, cantada em inglês, porém não menos emocionante, com uma sonoridade triste, melancólica, com certeza uma das melhores faixas do disco, emocionante. Je ne sens plus ton amour, com participação do Etienne Daho é outra boa indicação, uma música bela, que une ritmo e timbre vocal de ambos com qualidade. Sono Io, da Chiara Mastroianni, é toda cantada em italiano e acompanhada por um acordeon que nos leva longe europa adentro, fronteirando entre França e Itália. O disco finda muito bem com a triste e saudosista Tu seras à moi, outro título que o salvou. Bem é isso. Ah outra ponto negativo nesse trabalho da Coralie que eu destaco, ela é bem bonita, mas A foto da capa do disco ficou horrível! Não entendo esses artistas. :-(


Link para para o disco aqui.


domingo, 14 de junho de 2009

Various Artists - Putumayo presents French Café 2003

French Café é um passeio pelos românticos cafés e pelas ruas da cidade luz, uma coletânea que reúne o clássico e o moderno da música francesa típica, um disco de conteúdo consolidado, apresentando um casting de artistas da mais alta qualidade, nos proporcionando um panorama da música francesa típica, de ontem e de hoje, variando entre a chanson française, o gypsy jazz e a musette.
Apesar de todas as boas referencias, o que de anos 50 e 60 pode não agradar as novas gerações, acostumadas às batidas sintetizadas e às mecanizações dos novos estilos. Incluindo performances de nomes consagrados como Serge gainsbourg, que interpreta Marilou sous la neige com sua inrreverência, o George Brassens, um dos grandes nomes da antiga música francesa, com seu sotaque carregado, ainda temos as sensuais Brigitte bardot, ícone de beleza e sofisticação dos anos 60, com seu "yé-yé" inconfundível e Jeane Birkin com sua voz de ninfa,interpretando a estranha Elaeudanla Téïtéïa . Além desses temos Barbara, interpretando Si la photo est bonne cheia de melancolia e saudosismo de décadas passadas. Unidos a esses grandes interpretes temos a nova geração que acrescenta um brilho todo especial à nova música francesa, a exemplo de Paris Combo, com dois título nesse disco: Fibre de Verre e On N'a Pas Besoin, Sanseverino, Polo, são oputros nomes promissores, Coralie Clement com sua La Mer Opale interpretada por sua voz diafana nos enche de calma e extase, contamos também com a participação da exotica ENzo Enzo cantando Juste Quelqu'un de Bien e Mathieu Boogaerts com sua divertida Ondulé uma das melhores faixas do disco, irreverente com um balanço gostoso, só falta um café agora. E vocês podem perguntar por que French Café, bem, Paris torunou-se um epicentro da cultura dos Cafés, lugares que atraiam boemios, artistas da smias diversas denominações, revolucionários e trabalhadores. Um porção da sociedade cheia de ideias, fervorosa por mudança, por diversão, pór emocionar e emocionar-se, ai está o brilho dos Cafés, nada mais que justo que se elaborar uma coletânea que pudesse nos transportar para esse ambiente tão rico em diversidade e sonoridade. Um encantador séjour pelos Cafés de Paris. Querem conhrecer mais do Putumayo www.putumayo.com


Link para dowenload do disco aqui

Aqui para vocês conferirem Ondulé do Mathieu Boogaerts, foi dificil selecionar o vídeo de alguém, mas a música do Mathieu me consquistou ;-D

terça-feira, 9 de junho de 2009

Teri Moïse - Album Tracks [1999]

O que dizer da diva negra da musica francesa? Perfeita, apaixonante, emocionante! Album tracks, segundo e último álbum lançado pela talentosa Teri Moïse é item indispensável na discoteca de qualquer admirador de boa música. Independente do ouvinte possuir algum domínio sobre o idioma galício, precisa conhecê-la, pois esse disco rompe fronteiras lingüísticas, apresentando uma seleção de músicas pra lá de cativantes, cheias de conteúdo, de poesia e brilho que só verdadeiros artistas possuem. Definitivamente Teri Moïse é um deles.
Album tracks, nome no mínimo estranho para um disco, apresenta uma instrumentação e arranjos bem simples, nada de extremamente sofisticado, porém aí é que reside a sofisticação do disco, simplicidade que faz a diferença que traz elementos que nos fazem lembrar da música pop dos anos 60 e 70 tudo isso aliado a um violão muito bem colocado, dando um sonoridade adulta e bem pessoal à esta produção discográfica de qualidade.
os destaques vão especialmente para as faixas 3, Stars, muito linda, que teve apenas um single lançado, sem clip, o que é uma pena, visto a qualidade deste hit, simplesmente linda, envolvente do inicio ao fim, e merecidamente possui uma verão bônus em uma das edições do disco. Em seguida destaco Une place pour elle, um música simplesmente doce, de uma sensibilidade tocante, digna de series de televisão, produções cinematográficas e o que mais vier, acredito muito que tenha algo da Teri, que se refira a si mesma, nao sei, material sobre ela é raro ou não tem detalhes, muita coisa é suposição no que tange ao significado da letras. Mas ela é Linda! A voz da Teri Moïse é realmente poderosa, intensa, marca fundo a alma, nos levando a pensar na vida, mesmo pelo clima melancólico das letras, muito expressivas. Preciso destacar ainda a maravilhosa Fais semblant, que possui um clip bem criativo, fora dos clichês tradicionais dos blockbusters musicais ;-) até nisso ela tem bom gosto, além desses hits menciono L'air du temps e Encore fou, duas faixas também de qualidade.
Apesar do sucesso, dos shows e prêmios conquistados Teri Moise sumiu do cenário musical, não lançando nada novo a exatamente 10. Não descobri nenhuma noticia recente dela. Ah esse disco apesar de muito bom, vendeu pouco e alcançou posições lamentáveis como #54 na França, e os singles, bem só Fais semblant que conseguiu posição melhor chagando a #28. Acredito que a pouca divulgação tenha colaborado para esse resultado negativo, acho que Teri não ligava muito para essa questão de posição ou estrelato. Mais sobre a Teri: www.rfimusique.com/siteen/biographie/biographie_6211.asp


PS: Download do disco aqui

(vale lembrar que esse album não tem nome, a empresas discográficas deram o nome de ábum tracks e ele possui uma versão contendo um disco bônus com vídeos e entrevistas, um verdadeiro tesouro!)

Clipe da música Fais Semblant pra vocês conferirem: